O #Futebol distrital é pródigo em situações insólitas e, em Amares, no distrito de Braga, presenciou-se mais um caso digno de registo no último domingo. Em jogo referente à 26.ª jornada da Pro-Nacional da Associação de Futebol de Braga, o FC Amares recebeu o Desportivo de Ronfe, que iniciou a partida apenas com 10 elementos, embora se tenha apresentado com vários suplentes. Tudo porque houve uma troca de cartões de dois atletas com o apelido Martins. Como os diretores só trouxeram o cartão do Martins júnior, o Martins sénior, escalado como titular, não pôde entrar em campo até que o seu cartão chegasse de Ronfe, no concelho de Guimarães, cerca de dois minutos depois do apito inicial do árbitro.

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Esta é uma situação perfeitamente legal, já que no limite, qualquer equipa se pode apresentar para jogar apenas com sete elementos, mas não deixa de ser caricata. Porém, o esforço dos diretores acabou por ser inglório, uma vez que o FC Amares acabou por vencer por 3-2 com um golo apontado nos descontos após ter estado a ganhar por 2-0. Cunha Antunes, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga, já considerou que se trata de uma situação insólita mas que está prevista nos regulamentos e desde que os atletas estejam previamente inscritos na ficha de jogo, e o árbitro esteja avisado, não há problema.

De referir que esta tem sido uma época bastante atribulada no Ronfe, já que em fevereiro, quando se encontrava em excelente posição para atacar a subida ao Campeonato Nacional de Seniores, o Ronfe ficou sem treinador e 13 atletas que saíram em protesto contra a posição da direção do clube de prescindir dos serviços de três jogadores por motivos financeiros.

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Para contrariar esta autêntica sangria, a direção teve de ir procurar reforços a outras paragens e curiosamente o Martins que esteve no cerne desta questão foi um dos atletas que foi contratado, no caso ao Ninense, depois de na época anterior se ter sagrado campeão distrital pelo Santa Eulália e de já ter representado o Ronfe há várias temporadas.

Na época anterior passou-se uma situação ainda mais caricata em Pinhel, em jogo da 1.ª Divisão Distrital da Guarda, quando os dirigentes do Paços da Serra se esqueceram dos cartões dos seus jogadores e o jogo não se realizou. Um erro que custou bem caro à equipa do concelho de Gouveia que acabou por descer de divisão. No mesmo campeonato, mas na temporada 2005/2006, os Alverquenses entraram em campo também com 10 jogadores, numa partida em Aguiar da Beira, mas nesse caso porque não tinham mesmo mais atletas para fazer figurar na ficha de jogo.