O organismo máximo do #Futebol inglês, a Football Association (FA), anunciou hoje, através do seu presidente Greg Dyke, novas regras para limitar o número de jogadores não-comunitários na Premier League inglesa. As propostas, que visam a protecção do jogador nacional, partiram da FA Comission, um painel constituído por personalidades importantes do futebol inglês e formado em 2013 com o objectivo de introduzir melhorias ao desporto naquele país. Os responsáveis da FA estão naturalmente preocupados com as decepcionantes prestações da selecção inglesa e com o crescente número de jogadores estrangeiros no principal escalão do futebol inglês - o que, segundo Greg Dyke, coloca a Premier League perto de "não ter nada a ver com as pessoas inglesas".

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Por isso, e numa medida que já conta com a aprovação do governo de David Cameron, a FA vai introduzir regras mais rígidas para a obtenção da licença de trabalho (que é obrigatória para todos os atletas que tenham como nação de origem um país que não pertença à União Europeia). A medida entra em vigor a 1 de Maio deste ano e, segundo o presidente da FA, a intenção é atrair apenas os jogadores não-comunitários "de elite" para Inglaterra. "Se aplicarmos este sistema [o que vai ser implementado] aos últimos 5 anos, podemos ver que um terço dos estrangeiros que chegaram a Inglaterra nunca teriam vindo", disse à BBC Sports.

Greg Dyke revelou também as intenções da FA em aumentar o número mínimo de jogadores nacionais por equipa (actualmente 8): num plantel de 25 atletas, 12 vão ter de ser formados por um clube associado às federações inglesa ou galesa.

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Para ser considerado para estas contas, um jogador (neste caso é irrelevante a sua nacionalidade) tem agora de jogar no território dos 15 aos 18 anos. Vai ser também obrigatório que dois atletas de cada plantel sejam formados pelo próprio clube (o que implica passar três anos no mesmo clube antes do 18.º adversário).

Estas últimas alterações devem começar a ser introduzidas, num processo gradual, a partir de 2016. "Em apenas 5 anos, isto significaria que teríamos menos 42 estrangeiros a jogar na Premier League", explicou o presidente da Federação Inglesa. Greg Dyke falou nos talentos nacionais que podem estar "tapados" por jogadores estrangeiros, dando como exemplo o caso de Harry Kane. O jovem avançado do Tottenham apenas começou a ser opção regular esta época, com um registo de 19 golos que já lhe valeu a primeira chamada à selecção principal inglesa.