Fernando Alonso vai estar ausente do Grande Prémio da Austrália, prova de abertura do campeonato de Fórmula 1 de 2015. Em causa estão "motivos de precaução" na sequência do estranho acidente que o bicampeao sofreu numa sessão de testes, no circuito de Barcelona, no final de Fevereiro. Apesar de não ter sofrido lesões externas, Alonso terá sofrido amnésia após o acidente, tendo estado internado no hospital durante 3 dias. Alonso será substituído, na sua nova equipa (McLaren-Honda), por Kevin Magnussen, o jovem dinamarquês que já alinhou pela McLaren em 2014.


Alonso protagonizou um dos acidentes mais estranhos de sempre. A ausência de imagens em vídeo (sendo uma simples sessão de testes) e as explicações inconsistentes ajudaram a criar um clima de mistério. Alonso perdeu o controlo do carro, que se crê ter batido no muro a cerca de 100 km/h. O carro apresentava, ainda assim, poucos danos exteriores, mas uma fonte da equipa reportou que Alongo gemia ainda dentro do carro (via rádio). Esteve vários minutos inconsciente antes de ser retirado. A telemetria diz que Alonso havia entrado na curva 3 bem mais rápido que o habitual. Sebastian Vettel, substituto de Alonso na Ferrari, validou a explicação oficial da McLaren; que "ventos fortes" teriam causado o acidente. Vettel confirma que havia vento muito forte e instável; contudo, apontou que a trajectória do espanhol não era "normal". A McLaren apontou que Alonso estava bem, tendo sofrido apenas uma concussão, mas Ron Dennis "ainda não falou" com o piloto sobre o acidente. O próprio Alonso garantiu, nas redes sociais, estar recuperado, mas ainda não falou sobre o acidente.


Primeiro especulou-se que Alonso pudesse ter sofrido um choque eléctrico; mas outras teorias sugerem que Alonso tenha tido convulsões no momento do acidente. O portal Sportyou reportou mesmo que Alonso, ao acordar do acidente, falou em italiano, julgando-se ainda na Ferrari. E ao longo de terça-feira, novos rumores surgiram com mais força, após o anúncio oficial da ausência na Austrália. A Sky Italia refere que o espanhol terá referido a pessoas próximas ter sentido um choque nas costas imediatamente antes do acidente; e o ex-piloto Fabrizio Barbazza (activo entre 1991 e 1993) disse no Facebook que o piloto sofreu um choque eléctrico de 600 volts, o que impediu a passagem de sangue para o cérebro durante alguns momentos, deixando-o sem visão. 


Felizmente, a segurança passiva dos carros evita lesões maiores; um piloto que sofresse uma convulsão, ou um choque eléctrico, ou algo que o impedisse de controlar o carro, nos anos 70 ou 80, dificilmente sairia do acidente tão bem. Em todo o caso, o mundo da Fórmula 1 espera uma rápida recuperação - sabendo que esta precaução prova que não há certezas médicas que o campeão de 2005 e 2006 esteja a 100%. Até ao momento, não existe reacções da McLaren aos comentários da Sky Italia e de Fabrizio Barbazza.