É reconhecido que a indústria do #Futebol é das mais lucrativas: falamos de milhões e milhões de euros por ano. Mas a tecnologia, como é também já bastante reconhecido, anda a fazer muitas indústrias perderem igualmente milhões de euros por ano. Os dados revelados hoje, 10 de Março, pelo Observatório de Pirataria e Hábitos de Consumo de Conteúdos Digitais de Espanha apontam 139 milhões de jogos pirateados em 1,8 milhões de lares: o que acumula uma perda de 509 milhões de euros para o futebol em Espanha.

O futebol é o desporto mais popular do país, mas com a crise (como todas as áreas) sofreu danos económicos difíceis de reparar.

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Já choveram críticas sobre a forma como se continua a gastar assim na indústria mesmo em tempos de carências da população, mas seria de esperar que o futebol espanhol tentasse recuperar estatuto económico antigo. A questão é que essa mesma população não está a ajudar, recorrendo cada vez mais à pirataria digital para consumo do seu desporto preferido.

Em conjunto com a Liga espanhola de futebol, o Observatório de Pirataria e Hábitos de Consumo de Conteúdos Digitais de Espanha realizou um estudo referente à prática de pirataria durante a transmissão de jogos. E apresenta os resultados já referidos: 509 milhões de euros em prejuízo, porque as pessoas vêem cada vez mais ilegalmente os jogos em casa e cada vez menos gastam dinheiro em futebol ao vivo.

Na apresentação destes dados, Ignacio Martinez, director de projectos estratégicos da Liga espanhola, referiu a extrema preocupação do organismo em relação a esta prática e, apesar de recentes escândalos, apelou aos adeptos: "Um em cada cinco internautas consome futebol de forma pirata, uma prática que é um grande problema que devemos resolver, já que temos que passar por tempos difíceis.

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Estamos a jogar a vida do nosso sector. (...) precisamos que nos defendam como produto".

Sendo que a pirataria digital bate recordes no país vizinho, tendo passado de 84%, em 2013, para 88%, no ano passado, é de se interpretar que a crise realmente obriga ao uso da tecnologia para o lazer individual/colectivo da população com custos bem mais reduzidos. Ignacio Martinez alerta, no entanto, para os esforços constantes que a Liga faz para combater essa mesma pirataria e explica porquê: "Está a jogar-se a vida" de um sector que "é uma grande indústria, que representa 0,8% do PIB espanhol", remata.