Vão ser dois meses penosos. É desta forma que a Grécia está a viver a recta final da temporada 2014/2015. Com vários casos de violência, jogos à porta fechada e dificuldades financeiras, o OFI Creta, um dos emblemas com mais história do #Futebol helénico, decidiu bater com a porta e abandonar a Superliga. As razões são simples: dinheiro, ou a falta dele. Para a direcção do emblema da ilha grega, é o adeus ao que chamam de "podridão".

Fundado em 1925 e já com muitos sucessos tanto ao nível interno como externo, o OFI abandonou a Superliga grega depois de aguentar ao máximo as graves dificuldades financeiras por que passava.

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Com somente 16 jogadores inscritos no seu plantel, o emblema da ilha de Creta estava no 17º e penúltimo lugar do campeonato depois de ter perdido 10 pontos por incumprimentos salariais. Muito crítico na hora do anúncio do adeus, Nikos Machlas, presidente do OFI, afirmou que o actual estado do futebol grego é catastrófico, falando mesmo em máscaras que estão a cair: "O OFI foi uma vítima demasiado fácil para que outros clubes ficassem em situações bem mais confortáveis. Saímos desta podridão que é o futebol grego. Saímos de cabeça erguida para que nos possam continuar a adorar", disse o líder do emblema de Creta em conferência de imprensa.

O clube foi recentemente treinado por Ricardo Sá Pinto e, esta temporada, contou com o contributo do também luso Milhazes no plantel. O OFI é, desta forma, o segundo emblema a abandonar a principal liga grega, já depois do Niki Volous ter feito o mesmo em Dezembro último.

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Com vários casos de salários em atraso, o futebol helénico está a espelhar o estado em que o País se encontra, estando a viver graves problemas financeiros. Os casos de invasões de campo, agressões com adeptos mascarados a incutirem um clima de medo e os jogos à porta fechada, são ingredientes que estão a empurrar de forma clara o desporto-rei na Grécia para o fundo do poço. O OFI, à imagem de outros clubes europeus, também bateu no fundo.

Numa liga que curiosamente é liderada por um treinador português (Vítor Pereira no Olympiakos), as últimas 5 rondas prometem ser penosas para todos os intervenientes. Para já restam somente 16 equipas inscritas, a ver vamos se estas vão resistir até ao fim.