Rogério Ceni, histórico guarda-redes do São Paulo, continua a demonstrar dotes de goleador no Paulistão, o campeonato de #Futebol Estadual de São Paulo. Frente ao Linense, concretizou o 126.º golo (!) da sua já longa carreira, na sequência de um notável livre directo. Ceni, de 42 anos, abriu a contagem, aos 53 minutos, depois de uma primeira parte para esquecer, e antes de Alan Kardec, ex-jogador do Benfica, ter tranquilizado a "torcida" dos tricolores com dois remates certeiros que surgiram aos 76 e 88 minutos.

O São Paulo respondeu, assim, à surpreendente derrota diante do Palmeiras, tradicional rival e antigo clube de Kardec, numa partida em que o resultado final foi...

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3-0. Curiosamente, o Palmeiras é, a par do Cruzeiro, a principal vítima dos golos de Rogério Ceni, num total de cinco remates certeiros. A estreia, neste âmbito, surgiu no confronto com o União São João, em que o São Paulo ganhou por 2-0. As épocas mais prolíferas surgiram em 2005 e 2006, com 21 e 16 golos concretizados, respectivamente.

Rogério Ceni preencheu, assim, de forma brilhante mais um capítulo de um percurso de 25 anos (!) sempre no mesmo clube, se considerarmos a presença nas camadas jovens, e uma série impressionante de títulos e outros recordes, além dos golos. O guardião integrou a equipa do Brasil, campeã do Mundo em 2002, embora sem qualquer jogo disputado, venceu a Libertadores, espécie de Liga dos Campeões Europeus, em 93 e 2005. Neste mesmo ano, festejou o Mundial de Clubes ou, por exemplo, o Brasileirão de forma consecutiva entre 2005 e 2008, e o Paulistão, em 98, 2000 e 2005.

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Apesar dos dotes como guarda-redes e ponta-de-lança, a ligação à selecção canarinha é pouco frequente, apenas com 17 encontros disputados, faltando-lhe marcar, por exemplo, no Campeonato do Mundo.

Reforma adiada

Rogério Ceni já anunciou, por diversas vezes, a reforma, estabelecendo, agora, que gostaria de terminar com a nova conquista da Taça Libertadores, cuja final se disputa, em duas mãos, a 29 de Julho e 5 de Agosto.

Goleadores latino-americanos

A eficácia goleadora dos guarda-redes é, essencialmente, latino-americana, surgindo os míticos (e reformados) José Luís Chilavert (Paraguai), René Higuita (Colômbia) e Jorge Campos (México) como principais sucessores.