O Marítimo, num curto comunicado divulgado no seu site, anuncia a saída do treinador Leonel Pontes, de 42 anos. A tomada desta decisão ficou decidida após uma reunião com o presidente do clube madeirense, Carlos Pereira, para acertar a rescisão do contrato com o antigo adjunto de Paulo Bento (na selecção), que vigorava até 30 de Junho de 2016. Segundo o mesmo comunicado, a rescisão do vínculo deve-se em exclusivo aos maus resultados que a equipa principal de #Futebol do Marítimo obteve desde o inicio do presente campeonato. A derrota com o Vitória de Guimarães foi a gota de água, dado que Carlos Pereira tinha afirmado no inicio da prova que a qualificação para as provas europeias era o objectivo principal do clube.

"No seguimento dos resultados obtidos nos últimos encontros, o técnico Leonel Pontes pediu uma reunião urgente com o presidente da administração do Marítimo da Madeira Futebol SAD, onde ficou acordada por mútuo acordo a rescisão do contrato que unia o emblema insular com o treinador português, que figura até ao final da época de 2015-2016", diz o comunicado da SAD maritimista.

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Leonel Pontes não sai sozinho, levando também o treinador-adjunto Tiago Leal. Até o presidente dos insulares encontrar um novo técnico, a equipa será comandada pelos técnicos Ivo Vieira e José Manuel. Ao fim de 23 jornadas, os insulares ocupam o 11º lugar com 27 pontos, a 13 do quinto e último lugar de acesso à Liga Europa, que é ocupado precisamente pelo Vitória de Guimarães.

Ainda assim, os madeirenses agradeceram a Leonel Pontes e a Tiago Leal o "trabalho e profissionalismo demonstrados ao longo do tempo que lideraram os destinos da formação principal de futebol do Marítimo", desejando "melhor sorte nos próximos projectos profissionais". Carlos Pereira já assumiu publicamente que o próximo treinador deverá ser português, estando alguns nomes em cima da mesa como é o caso de Carlos Brito, Rui Bento, Vítor Pontes, Jorge Costa ou Carlos Carvalhal.

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Esta é a quinta chicotada psicológica da época na 1ª Liga portuguesa, depois de Ricardo Chéu (Penafiel), João de Deus (Gil Vicente), Paulo Sérgio (Académica) e Domingos Paciência (Vitória de Setúbal) terem abandonado os respectivos clubes.