Ontem, dia 21 de Março, faria 55 anos o piloto de F1 que foi considerado por muitos como o melhor de todos os tempos, o mágico Ayrton Senna. É certo que não é o piloto com mais títulos ou mais corridas ganhas, mas a forma como entrava em pista, a entrega e garra que punha em cada circuito, aquelas corridas fantásticas à chuva e a rivalidade com Alain Prost, que apaixonou tanta gente, faz-nos hoje olhar para a F1 e ter muitas saudades daqueles tempos. Hoje recordamos com muita saudade aqueles domingos que faziam parar o mundo e que nos faziam sonhar bem alto.

Depois de uma carreira de sucesso nas categorias mais baixas, Senna chega à F1 em 1984 para correr na equipa Toleman, uma equipa do fundo do pelotão onde o piloto brasileiro não teria hipótese de vencer mas, logo nesse ano, começou a dar nas vistas.

Publicidade
Publicidade

No GP do Mónaco, disputado debaixo de chuva intensa, Senna começou a mostrar-se. Com um carro menos potente, Senna fez uma corrida absolutamente fantástica e o génio da chuva deu-se a conhecer ao mundo. O piloto brasileiro acabou em segundo lugar atrás de Prost, depois de uma decisão polémica que levou à interrupção da corrida por causa da chuva, mas deu para ver que algo especial estava ali.

Senna passou depois três temporadas na Lotus, uma equipa que já permitia ao piloto brasileiro sonhar com vitórias em grandes prémios, e isso veio a acontecer em 1985, mais uma vez debaixo de chuva, no GP de Portugal disputado no circuito do Estoril. A corrida de Senna foi tão impressionante que só o segundo classificado, o italiano Michelle Alboreto da Ferrari, acabou na mesma volta do piloto brasileiro; todos os outros ficaram a uma volta ou mais.

Publicidade

Senna venceria seis corridas no total nos três anos em que esteve na Lotus.

Em 1988 dá-se a mudança para a Mclaren e inicia aqui o período dourado do piloto brasileiro. Nesse mesmo ano, Senna conquista o título mundial ficando à frente do seu companheiro e arqui-rival Alain Prost. Senna garantiu o título no GP do Japão, numa corrida em que o piloto caiu para o 14º posto e num esforço titânico acabou por ganhar a corrida. Em 1989, Senna tinha nova oportunidade para ganhar o título, mas uma desqualificação polémica, outra vez no Japão, acabou por dar o título a Prost. O piloto francês provoca o choque entre os dois e Senna é desclassificado porque, quando regressa à pista, não seguiu a linha normal do circuito.

Em 1990, mais uma vez no GP do Japão, Senna acaba por conquistar o título ao embater no francês Alain Prost logo na primeira curva após a largada. Uma pequena vingança do que se tinha passado na época anterior. Senna conquistaria em 1991 o seu terceiro título, e nesse ano há a destacar a sua primeira vitória no seu país natal.

Publicidade

Com a caixa de velocidades do seu Mclaren presa na 6ª mudança, Senna soube segurar o carro e levá-lo até à vitória. Após o final da corrida o piloto brasileiro desmaiou devido ao esforço que fez. Em 1992 e 1993 Senna não conquistou o título, mas fez corridas absolutamente memoráveis como foi por exemplo o GP da Europa de 1993. Mais uma vez à chuva, Senna vai do quinto lugar na largada à liderança no final da primeira volta, ultrapassando Schumacher, o novato Wendlinger, e os dois Williams de Hill e... Alain Prost. O brasileiro foi tão superior que, tal como no Estoril em 1985, só o 2º classificado (Hill) terminou na mesma volta.

Na temporada de 1994 dá-se o trágico acidente do GP de Imola, quando Senna já estava na Williams Renault. A F1 perdeu a sua referência e o mundo do desporto perdeu um dos melhores, mas as memórias perduram e nunca nos vamos esquecer de um talento infindável. #Automobilismo