A oito jornadas do fim do campeonato, muitos são os adeptos de #Futebol (e mesmo treinadores) a tirar o pó às calculadoras e a estudar equações matemáticas, mais ou menos complexas. Na Primeira e Segunda ligas são vários os lugares em disputa, com diversos concorrentes. Oito jornadas são dois meses, sessenta dias em que muito pode acontecer: desfechos saborosos para uns e tristes para outros. No escalão máximo, há basicamente três grandes lutas: pelo título, pelo 5º lugar e pela manutenção. Em causa estão, quase seguramente, onze equipas, o que quer dizer que as outras sete já estarão em posições em que pouco ou nada pode ser alterado.

Comecemos por estas.

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Sporting e Sp. Braga não deverão ver as suas classificações alteradas até ao final do campeonato, podendo vir a ficar no 3º e 4º lugares, respectivamente. Os leões estão a 6 pontos do FC Porto e 9 acima dos arsenalistas que, por sua vez, têm já 7 pontos a mais do que os seus rivais minhotos de Guimarães. A meio da tabela temos Nacional, Moreirense, Marítimo, a desilusão Estoril e a grande surpresa, o Boavista, certamente já todos com a manutenção garantida e que apenas deverão discutir posições entre si, do 9º ao 13º lugar.

Os restantes sete, esses sim, têm muito que discutir. Desde logo, a questão do título de campeão, pugnada entre Benfica e FC Porto. Ambos perderam pontos no fim-de-semana, mas no final da jornada, o que salta à vista é a condição de os dragões passarem a depender apenas de si, pois reduziram para 3 pontos a desvantagem para as águias, embora à distância de uma difícil vitória na Luz por mais de 2 golos, se nenhum perder mais pontos. 

Para a 5ª posição a luta intensifica-se, com a entrada do Rio Ave no lote de pretendentes. O V. Guimarães segue com 40 pontos, mais quatro do que Paços de Ferreira, Rio Ave e Belenenses. No entanto, os castores têm um jogo a menos e podem reforçar ainda mais a sua posição.

Mais no fundo da tabela, parece cada vez mais provável que Gil Vicente e Penafiel sejam as equipas a forçosamente sair do convívio dos grandes, ainda que V. Setúbal, FC Arouca e Académica estejam perigosamente perto, à distância de 4 pontos para os sadinos (com um jogo em atraso) e arouquenses, a 6 dos estudantes.

A esta altura seria de esperar um pouco mais de equipas como o Sporting, Braga, Nacional, Marítimo e Estoril, um pouco longe das suas ambições, assumindo assim o papel de desilusões da prova. Pelo contrário, as boas surpresas são o Paços de Ferreira e Belenenses, a lutar pelas competições da UEFA, e Moreirense e Boavista que, vindos de escalões inferiores, conseguiram alcançar pontuações que deverão garantir tranquilidade até ao final da competição.

Na Segunda Liga, como já é tradição, de jornada para jornada tudo muda, a incerteza reina e os lotes de candidatos à subida e descida têm sempre alterações. A 10 jogos do final (ou 11, para várias equipas com jogos em atraso), quase nada se pode garantir excepto, provavelmente, que o Trofense descerá ao CNS. No topo, lutam pela subida ao escalão máximo D. Chaves, D. Tondela, Sp. Covilhã, Freamunde, União e Feirense, pois apenas 5 pontos separam os transmontanos, que são líderes, dos fogaceiros, 8º classificados.

Na luta pela sobrevivência, podemos incluir Atlético, Marítimo B, Santa Clara, Braga B, Olhanense e Aves, entre os 32 pontos dos alcantarenses e os 38 dos avenses. Pelo meio temos nove equipas que terão de continuar a lutar pelos pontos, espreitando uma entrada no lote de pretendentes à subida, ou unicamente para não se verem a cair no grupo dos aflitos.