São dias cada vez mais difíceis, aqueles que se vivem no Parma. Depois do quase fechar de portas, na passada terça-feira, dia 17, chegou mais uma péssima notícia para o emblema italiano, Giampietro Manenti, presidente e actual proprietário do clube, foi preso. Numa operação levada a cabo pela polícia transalpina, estão em causa desvios de dinheiro bem como branqueamento de capitais. Ao todo foram detidas 22 pessoas. Não são nada bons os sinais para a equipa dos lusos Pedro Mendes e Silvestre Varela na luta dentro e fora dos relvados.

Na iminência de falir devido aos muitos milhões de dívidas acumuladas, o Parma recebeu na semana passada um autêntico "balão de oxigénio" para terminar, pelo menos, de forma digna esta temporada na Serie A de Itália com todos os clubes a darem a mão aos parmesãos.

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No último lugar e com a despromoção garantida, parece estar mais do que definido o futuro negro para o emblema parmesão. Segundo noticiam os meios de comunicação italianos, a operação que acabou por deter o presidente do histórico clube foi ordenada pelo Departamento fiscal de Roma, depois de investigar e recolher vários registos que comprovam ilegalidades de diversa ordem.

Depois de comprar o Parma por apenas um euro(!) Giampietro Manenti foi visto como a salvação do clube, mas por pouco tempo. A atravessar uma grave crise financeira, o actual último classificado do campeonato italiano já não paga a ninguém (jogadores, funcionários e até seguranças) há mais de oito meses, tendo suspendido mesmo a sua participação em alguns jogos da Serie A porque não havia sequer combustível no autocarro do clube.

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O risco do Parma desaparecer é cada vez maior, havendo apenas uma hipótese de continuar "vivo", que passa pelo pagamento de 40 a 50 milhões de euros de dívidas até ao início da próxima época, para que assim possa competir na Serie B (equivalente à Segunda Liga portuguesa). Caso contrário o clube que nunca foi campeão italiano mas que somou importantes títulos europeus pode estar mesmo a caminhar para o fim. #Futebol