Entrou este mês em vigor uma regra que promete tornar a vida mais complicada aos clubes, um pouco por todo o Mundo. Para já foi a Confederação Brasileira de #Futebol que deu o OK, mas a FIFA está a pressionar para que no início da próxima temporada todos os campeonatos se rejam pela medida que vai punir quem não tem os salários em dia. Numa forma de combater um problema que atinge grande parte dos emblemas de todo o Planeta, o órgão que superintende o desporto-rei quer controlar e proteger os principais intervenientes, os futebolistas. No País do samba a medida foi esta semana oficializada e já está a criar ondas de choque.

Numa regra que já está em vigor desde 2012 no Campeonato Estadual de São Paulo (Paulistão), a novidade é que agora será a principal competição canarinha, o Brasileirão, que vai ser "vigiada" de perto.

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No entanto, há um ponto que está a gerar discórdia, é que para um clube ser acusado de ter ordenados em atraso, essa denúncia terá de partir do próprio jogador que está com os salários "retidos", algo que, em 3 anos, apenas aconteceu por uma vez no Paulistão. Para o movimento "Bom Senso", esta regra é "ineficaz" porque está dependente da acção de um atleta que, regra geral, não irá agir contra o seu empregador.

Do lado contrário estão alguns clubes que aplaudem de pé a chegada desta nova medida. O Vasco da Gama é um dos emblemas que defende a penalização às equipas que não cumpram com as suas obrigações: "Este é um importante passo para que os clubes deixem de viver acima das possibilidades", afirmou Eurico Miranda, presidente do emblema carioca.

Ordenados em atraso são o "pão nosso de cada dia" em Portugal

Caso a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) acolha as indicações da FIFA, esta mesma regra vai passar a vigorar no nosso País já no início da próxima temporada.

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Numa realidade que é quase "vulgar" em grande parte dos emblemas nacionais, difícil é quase encontrar clubes que tenham as contas em dias com os seus atletas. Em Portugal existem, no entanto, medidas para castigar quem tem ordenados em atraso (impedimento para inscrever jogadores), tendo, por exemplo, a LPFP os chamados "check-points" para controlar as contas dos clubes, mas, uma vez mais, são os próprios jogadores que dão "tiros nos pés" e assinam declarações a confirmar o que na realidade não acontece, dizendo que têm as contas em dia.

O problema é global e está identificado, resta saber se a nova regra que vai penalizar os clubes incumpridores com a perda de pontos terá pernas para andar…no caminho certo.