Foi sob o espectro dos ordenados em atraso que Académico de Viseu e Leixões se defrontaram esta quarta-feira, dia 11. Num duelo que colocava frente a frente dois emblemas históricos mas em dificuldades económicas, levou a melhor a turma da casa. Do lado leixonense as críticas fizeram-se sentir pela grande penalidade assinalada por Bruno Paixão, já nos academistas este foi um triunfo que valeu mais que simples três pontos. O profissionalismo do grupo, muitas vezes posto em causa na última semana, ficou vincado.

Falando do jogo propriamente dito, entrou melhor o Académico que logo ao minuto 2 ficou à beira do golo, após Sandro Lima desviar ao primeiro poste um cruzamento de Dalbert, valendo ao Leixões a defesa apertada para canto de Ricardo Moura.

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Com baixas de parte a parte, aparecia mais desfalcada a turma de Matosinhos sem 7 homens (entre castigados e lesionados) que depois do susto inicial começou a soltar-se a acercar-se das redes de Ivo Gonçalves. No entanto, eram os de Viseu que procuravam mais o golo, sempre sob a batuta do lateral esquerdo que fez "piscinas" no seu corredor.

Contudo, veio novamente à baila a velha máxima do "quem não marca sofre" e foi o que aconteceu quando, aos 22 minutos, o camaronês Lewis Enoh apareceu na cara de Ivo Gonçalves para inaugurar o marcador no Estádio do Fontelo. Era um autêntico balde de água fria para a equipa de Ricardo Chéu que nunca mais se encontrou até ao intervalo e ainda viu por duas vezes o Leixões ficar perto do segundo tento. Primeiro por Mendes que fechou os olhos no momento de cabecear na pequena área e depois novamente por Enoh que não soube aproveitar um ataque de 3 para 2.

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O intervalo não trouxe grandes mudanças no jogo academista, que pareceu sempre muito ansioso na busca pelo golo. No entanto o ponto de viragem aconteceu quando Ricardo Chéu tirou o principal cérebro do meio campo, André Sousa, fazendo entrar para o seu lugar o ponta de lança Fábio Martins. Com dois homens entre os centrais do Leixões, o Académico começou a apertar mais a defensiva contrária e acabou por chegar ao empate aos 60 minutos, quando Tiago Gonçalves apareceu na área para fazer de cabeça o 1-1 a cruzamento de Dalbert (quem mais podia ser?). Era o primeiro sinal de raiva e união que a equipa da casa dava para quem estava no Fontelo.

Com meia hora para se jogar, os de Viseu partiram para cima do adversário, mas apenas através de cantos ou livres laterais é que os academistas conseguiam criar perigo, com destaque para os cabeceamentos de Serginho. Respondia o Leixões com transições rápidas e na aposta do erro da defensiva adversária, tendo sido num desses lances que Tiago de Leonço quase bateu Ivo Gonçalves pela segunda vez.

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Com o empate a manter-se teimosamente, aos 87 minutos Luisinho caiu na área do Leixões, e Bruno Paixão considerou que o lateral Diogo Nunes fez falta sobre o "mágico" do Académico, tendo sido o próprio camisola 7 academista que atirou a contar carimbando a cambalhota no marcador.

Num golo que foi festejado de forma efusiva por todos os jogadores, que se abraçaram num claro sinal de união perante as dificuldades que têm passado, pouco tempo depois terminava a partida no Fontelo com a vitória a sorrir para a turma de Viseu. Com este triunfo o Académico volta às vitórias e consegue fazer algo que já não acontecia há mais de 3 meses: virar um resultado. Foi a vitória da garra e da união que valeu bem mais que meros três pontos. #Futebol