"A melhor equipa não ganhou". Esta é uma frase-chavão tantas e tantas vezes ouvidas no #Futebol e é algo que o Académico de Viseu, treinado por Ricardo Chéu, tem enfrentado esta temporada. Considerada por grande parte dos treinadores como a equipa que pratica o melhor futebol da Segunda Liga, a verdade é que os viseenses não estão sequer nos 10 primeiros. Será caso para perguntar, valerá a pena jogar bem e não ganhar? Essa é uma questão que o técnico academista tem respondido vezes sem conta esta temporada. "Sim", tem dito o treinador que está pela segunda vez ao leme do emblema de Viseu.

Com uma equipa que gosta de ter a bola no pé, com rápidas transições defesa-ataque, o estranho é ver o Académico bombear bolas "lá para frente", característica bem comum da maior parte dos emblemas do segundo escalão do futebol nacional.

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Este estilo de jogo tem merecido rasgados elogios de vários treinadores que têm enfrentado os homens da cidade de Viriato esta temporada. O último a enaltecer a qualidade do Académico foi Artur Marques, treinador da UD Oliveirense, actual 6ª classificada da Segunda Liga. Depois de perder 1-0 no Estádio do Fontelo, o técnico da turma de Oliveira de Azeméis afirmou que "o Académico de Viseu é a equipa que melhor joga nesta divisão", palavras que o seu homólogo Ricardo Chéu agradeceu, mas que considera justas: "Para mim não é surpresa. Somos sem dúvida a equipa que melhor futebol pratica. Se calhar merecíamos estar em primeiro, mas o futebol é mesmo assim. Ainda no jogo que perdemos com o Braga B (2-1), estavam treinadores da Primeira Liga na bancada que no final nos deram os parabéns pelo futebol que praticamos".

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Esta é mesmo uma questão que levanta um certo sentimento de injustiça para os lados de Viseu. A verdade é que o actual 13º posto, a 13 pontos dos lugares de subida, prende-se, acima de tudo, com uma grande irregularidade ao nível dos resultados. Capaz de perder com o último e de vencer o primeiro em apenas 5 dias, o Académico dá, há muito tempo, sinais que podia estar a lutar por outros "voos". Com o principal objectivo - manutenção - bem encaminhado, a subida pelo menos ao top-10 parece ser uma questão de jornadas, mas Ricardo Chéu deixa apenas uma garantia, consiga ou não alcançar as vitórias desejadas, a aposta na qualidade de jogo vai manter-se para os lados do Fontelo.