José Mourinho tem luz verde para gastar à grande no próximo defeso. O Chelsea terá acesso a mais 55 milhões de euros do Fair-Play Financeiro (FPF) da UEFA. O treinador português poderá assim dar uma folga à política recente de não comprar sem vender. Tudo graças ao novo acordo de patrocínio com a Yokohama, que representou cerca de 275 milhões de euros para os cofres dos Blues; ao facto de Fernando Torres já não ser um "fardo" financeiro para o clube e ao novo contrato de Edez Hazard.

Cinquenta e cinco milhões de euros podem até não parecer um valor muito elevado, tendo em conta algumas transferências milionárias feita pelo clube, mas é extremamente significativo no contexto do FPF.

Publicidade
Publicidade

Mourinho poderia calmamente contratar Paul Pogba e ainda ficar com margem para tentar levar Lionel Messi do Camp Nou para Stanford Bridge.

Expliquemos: as regras do FPF dizem que os jogadores são avaliados anualmente, tendo em conta o valor pelo qual foram transferidos e o salário. Antes de sair, Fernando Torres representava um custo de mais de 25 milhões de euros para os actuais líderes da Premier League. Custo que deixou de ter quando vendeu o passe do jogador ao Milão (que por sua vez o cedeu ao Atlético Madrid). Por outro lado, o novo contrato de Eden Hazard permite ao Chelsea baixar o valor (em termos de FPF) do jovem prodígio belga, uma vez que, com o alargamento do acordo para cinco anos e meio, a fatia anual dos custos com os salários do craque diminuem, apesar de este receber mais.

Publicidade

Já o novo patrocínio da marca de pneus asiática Yokohama rende ao emblema de Abramovich mais de 55 milhões de euros por ano, quase o dobro dos cerca de 30 que recebia da Samsung. Quer isto tudo dizer que, mesmo sem vender mais nenhum jogador, o técnico de Setúbal tem ao seu dispor mais 55 milhões de euros, graças a estas operações financeiras.

Mourinho já afirmou que o Chelsea não tem capacidade para comprar Messi, que é um dos melhores amigos de Cesc Fabregas e esteve em Londres há pouco tempo. Mas o Chelsea pode contratar o argentino sem quebrar as regras do FPF. A cláusula de rescisão do número 10 culé é de 250 milhões de euros. No Barcelona, o astro sul-americano ganha cerca de 22 milhões de euros por ano. Feitas as contas, o custo de Messi, em termos de FPF, seria de 72 milhões de euros. Com a venda de um ou dois jogadores, seria perfeitamente possível ao clube inglês reunir as verbas necessárias para esta operação. O treinador português poderia, por outro lado, contratar o médio francês da Juventus, Paul Pogba, sem qualquer problema.

Mourinho reduziu o plantel e trabalha com um grupo mais pequeno que o da maior parte dos seus rivais na Premier League e na Europa, principalmente para cumprir as exigências do FPF, mas agora pode comprar sem ter de vender. "Não há dúvidas de que o Chelsea tem liberdade para gastar à grande este Verão", disse ao The Telegraph Jake Cohen, do LawInSport, um importante site dedicado ao direito desportivo. #Futebol