É um dos momentos mais negros da história recente do #Futebol mundial. O Fenerbahçe sofreu um ataque armado quando regressava a Istambul depois de jogar no Norte da Turquia, em Rize, onde venceu o Rizespor por 1-5. No caminho de volta ao aeroporto de Trabzon, onde tinha voo de regresso a casa, o autocarro foi alvo de um ataque armado. Três tiros foram disparados contra o vidro frontal do veículo onde, entre outros, viajavam os internacionais portugueses Bruno Alves e Raul Meireles. Há apenas a lamentar uma vítima grave, o condutor que foi atingido na cara.

Num trajecto de 75 quilómetros entre Rize e Trabzon, que demoraria cerca de uma hora a ser percorrido, o autocarro que transportava o Fenerbahçe foi atingido a tiro em plena auto-estrada.

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Três tiros irromperam de forma estrondosa pelo vidro da frente ferindo de forma grave o condutor. No entanto, e segundo declarou à imprensa turca um membro que fazia a segurança do emblema turco, foi o sangue frio do homem do volante que evitou uma tragédia, isto porque no momento do ataque, o autocarro estava a passar por cima de uma ponte. A pronta travagem impediu que a viatura caísse ao Mar Negro.

Depois de ter declarado que o ataque tinha sido feito somente com arremesso de pedras, Abdulcelil Öz, Governador da Cidade de Trabzon, admitiu que foi realmente um tiroteio a verdadeira causa do incidente. O edil garantiu que todos os esforços serão levados a cabo para que seja identificado e preso o responsável, numa investigação que já está no terreno.

Rivalidade entre clubes na origem do atentado

Um porta-voz da direcção do Fenerbahçe, Ilhan Eksioglu, admitiu que o ataque deste sábado à noite, 4 de Abril, pode ter sido originado por uma possível vingança entre o emblema de Istambul e o Trabzonspor.

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Já em nome do grupo falou Bekir Irtegün, que tentou, dentro dos possíveis, acalmar os familiares e conhecidos, garantindo que todos estavam bem, excepção feita ao condutor.

Desde 2011 que Trabzonspor e Fenerbahçe são acusados de jogos combinados, mantendo desta forma uma forte e agora insana rivalidade. Também os mais fortes rivais de Istambul, Galatasaray e Besiktas, já condenaram o ataque, mostrando-se solidários com o clube dos portugueses Bruno Alves e Raul Meireles.