Qualquer profissional de #Futebol ambiciona disputar as grandes competições, tanto a nível de clubes como de seleções. Contudo, por muito talentoso que um jogador possa ser, isso não lhe garante a participação num Mundial ou Europeu, por exemplo. Não são raros os casos de autênticos craques que nunca tiveram a oportunidade de disputar um grande campeonato em representação da sua seleção. Tudo porque tiveram a "infelicidade" de terem nascido no local errado, em países normalmente sem grande expressão futebolística e em que os seus companheiros de equipa normalmente estão muitos furos abaixo do seu nível.

Na atualidade há, desde logo, um caso que salta à vista. Aos 25 anos, Gareth Bale, um dos jogadores mais caros do mundo, ainda sonha com a participação num Mundial ou Europeu. Porém, o companheiro de Cristiano Ronaldo no Real Madrid parece finalmente estar bem encaminhado para o conseguir, pois o seu País de Gales partilha surpreendentemente a liderança do grupo B de qualificação para o Europeu de 2016 com a Bélgica. Para a excelente campanha muito contribui também Aaron Ramsey, médio do Arsenal. A mesma sorte já não terão os seus compatriotas Ryan Giggs ou Craig Bellamy, que ainda assim representaram a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Também David Alaba, um dos melhores laterais esquerdos da atualidade, ainda anseia pelo regresso da sua Áustria a uma grande competição. Para já, a seleção do jovem do Bayern de Munique está muito bem lançada para poder marcar presença no Euro-2016, pois lidera o grupo G de qualificação. Igualmente na Alemanha, mas no Borussia Dortmund, encontram-se outros dois grandes jogadores que dificilmente alguma vez chegarão a um Mundial. Um é o arménio Henrikh Mkhitaryan, principal estrela de uma seleção que continua a evoluir, mas ainda sem se conseguir imiscuir entre as grandes equipas. O outro é Pierre-Emerick Aubameyang que, apesar de ter nascido em França, optou por representar o Gabão, atualmente treinado pelo português Jorge Costa, que ainda sonha com a sua estreia num Campeonato do Mundo.

Também de África, e oriundo de outro país sem grande expressão no futebol internacional, é o queniano Victor Wanyama, peça importante no Southampton de Ronald Koeman, após ter sido campeão escocês no Celtic. Aos 36 anos, Eidur Gudjohnsen, que conta no currículo com passagens por Chelsea, Barcelona ou Mónaco, ainda é chamado à seleção da Islândia e continua a sonhar com a participação num Europeu. Para já, a seleção nórdica ocupa o segundo lugar do Grupo A, com mais cinco pontos que a Holanda. Há, por isso, razões para continuar a sonhar.

Também no passado houve grandes jogadores que nunca disputaram grandes competições de clubes por representarem seleções sem grande expressão. Um dos casos mais mediáticos é o do liberiano George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, e que espalhou magia nos relvados ao serviço do Milan, PSG, Chelsea ou Mónaco. O norte-irlandês George Best, o finlandês Jari Litmanen, o ganês Abedi Pelé - o Gana só se estreou em Mundiais em 2006 - ou o galês Ian Rush são outros casos de craques que nunca competiram num Mundial.