Foi com uma derrota pela margem mínima (0-1) que Portugal entrou no duplo duelo frente à República Checa. Contra um oponente com ranking superior, as lusas até entraram melhor na partida mas uma desconcentração da defensiva das Quinas acabou por ser decisiva com Markéta Ringelová a fazer o único golo do jogo. Numa partida com muita gente nas bancadas, foi possível aferir as já expectáveis dificuldades que o jogo mais físico das checas causou na defensiva portuguesa. Jéssica Silva e Ana Borges ainda tentaram remar contra a maré mas a equipa nacional foi curta para chegar com perigo à baliza adversária.

Com cinco minutos iniciais bastante positivos, Portugal apareceu com duas unidades bem abertas nas extremidades do ataque, em que as já referidas Jéssica Silva e Ana Borges eram autênticas setas apontadas à baliza de Radka Bednaríková.

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No entanto a primeira grande oportunidade de golo surgiu do outro lado, quando Lucie Vonková fugiu pela direita e encontrou sozinha na área Irena Martínková que fez o mais difícil, falhar na bola, estavam decorridos 13 minutos da primeira parte. Reagiu bem ao susto a equipa de Francisco Neto, que aproveitou um lance em que a equipa da República Checa tinha grande parte das suas unidades no ataque, para lançar um contra-golpe em que Ana Borges partiu da esquerda para o meio e com um remate de meia distância quase fez o primeiro da tarde no Estádio Municipal de Mangualde.

Apesar de ir sentindo, aqui e ali, claras dificuldades perante um jogo mais físico e por vezes mais agressivo das checas, Portugal ia amiúde trocando a bola no seu meio-campo, mas acabou por "borrar" a pintura quando aos 25 minutos sofreu o 0-1.

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Num livre lateral, a bola foi colocada perto da quina da pequena área, onde a guardiã Patrícia Morais e a defesa Mónica Mendes não se entenderam, facto aproveitado da melhor forma por Markéta Ringelová que se antecipou à keeper lusa, fazendo dessa forma o golo da sua selecção. A equipa portuguesa sentiu e de que maneira o tento adversário, voltando a estar em apurou aos 34' quando novamente Ringelová apareceu ao segundo poste a cabecear ao lado da baliza lusa.

Com 0-1 ao intervalo que penalizava em demasia uma falta de atenção na defensiva das Quinas mas que ao mesmo tempo demonstrava a "matreirice" da República Checa, Francisco Neto deu algumas indicações ao intervalo que estabilizaram o sector mais recuado e o meio campo nacional. No entanto Portugal não mais conseguiu encontrar as estremas libertas de forma que pudessem explanar a velocidade das suas atacantes. Mais cómodas em campo, as checas foram controlando o ritmo da partida e chegaram a estar perto de dilatar a vantagem quando aos 31 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Lucie Vonková falhou o desvio para dentro da baliza de Patrícia Morais.

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Já com Edite, Olga Freitas, Tatiana Pinto e Andreia Silva em campo, Portugal podia ter chegado ao empate ao dispor de três boas oportunidades para bater a guarda-redes checa. Primeiro num remate à queima-roupa de Carolina Mendes que deu canto e, na sequência desse lance, Olga Freitas recebeu o alívio da defensiva adversária mas atirou por cima. Já com dois minutos para além dos 90 regulamentares, Carole tentou de livre directo chegar à igualdade mas Radka Bednaríková defendeu com dificuldade para campo. Logo de seguida Ana Aguiar deu por terminado o encontro.

Portugal e República Checa voltam a medir forças já na próxima quinta-feira, desta feita no Estádio do Fontelo em Viseu. #Futebol