Estávamos em Fevereiro de 2012 e a notícia ia circulando com velocidade estonteante: "O Rangers vai descer para os regionais". Mas nem o duro aviso com meses de antecedência conseguiu evitar o abrupto choque que o clube haveria de viver em Junho desse ano. O Rangers, o Glasgow Rangers, fecha portas e tem de começar tudo de novo, com outro nome, com outra direcção, e até com outros jogadores, e já não havia volta a dar. Em poucos dias, a mítica equipa escocesa viu partir mais de metade do seu plantel, jogadores de primeira divisão que pretendiam manter esse estatuto. E, para piorar as coisas, poderiam partir a custo zero, uma vez que o clube simplesmente fechou portas.

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Até o capitão, Steven Davis, trocou o Ibrox Stadium pelos ingleses do Southampton, mas alguns decidiram ficar, e foi com a ajuda desses jogadores, e de novos valores que surgiram da formação, que o Rangers renasceu das cinzas.

O primeiro passo foi encontrar um investidor, que decidiu manter Allen McCoist, que desempenhava as funções de treinador adjunto, até à altura do colapso. Com o apoio dos adeptos, e por se manter fiel, o novo treinador conseguiu convencer alguns dos jogadores a ficar, guiando os escoceses ao primeiro título sem derrotas da história do quarto escalão do #Futebol escocês.

No ano seguinte já foi mais fácil atrair novos jogadores, estando à vista de todos que o plano para recuperar a equipa de Glasgow estava a funcionar como o esperado, e já todos acreditavam que os azuis regressariam ao mais alto patamar.

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Nova temporada, nova vitória no campeonato, e com uma brilhante prestação na Taça, tendo chegado às meias-finais, os rapazes de McCoist poderiam celebrar, pois entravam em 2014 com duas divisões subidas, e com tudo para regressar à Premiership.

Na temporada que corre, as coisas acabaram por não correr como o esperado, com o Rangers a ser ultrapassado pelo Hearts, e a já não conseguir ser campeão da segunda liga escocesa. Com um atraso significativo, e com a eliminação precoce da taça, o mês de Dezembro acabou por ser crítico para o treinador, que apresentou a sua demissão, estando agora na folha de pagamentos do clube, mas sem exercer qualquer cargo.

A batuta foi passada para Stuart McCall, antiga glória do clube, e que já tinha uma carreira construída no Motherwell, de onde se tinha demitido no mesmo mês em que o Rangers ficou sem treinador. De vitória em vitória, o novo treinador recuperou pontos perdidos, e conseguiu assegurar, no último fim-de-semana, a presença do Rangers nos playoffs de acesso à principal liga escocesa, onde irão defrontar os despromovidos do campeonato da Premiership, campeonato em que Celtic os espera, naquela que pode ser a derradeira oportunidade de devolver a harmonia ao futebol escocês.