Os gigantes do #Futebol europeu estão cada vez mais rendidos aos milhões provenientes da Ásia, seja como forma de patrocínio, seja a nível de cedência parcial ou total da propriedade dos clubes. Bee Taechaubal, empresário tailandês, é protagonista da proposta milionária mais recente, ao apresentar 500 milhões de euros pela compra de 60 por cento do AC Milan, cuja equipa de futebol está longe dos tempos de glória do reinado de jogadores como Rijkaard, Gullit ou Marc Van Basten, por exemplo.

Em Espanha, Real Madrid e Atlético de Madrid conseguiram, nos últimos dias, acordos "made in" China: os "blancos" garantiram o patrocínio da Luyuan, marca de carros eléctricos, e até 2018 confirmaram o apoio da Fly Emirates, companhia dos Emirados Árabes Unidos, que lhes proporciona 30 milhões de euros por época. Por outro lado, Wang Jianlin, empresário chinês, é o segundo maior accionista do Atlético de Madrid, com 20 por cento dos "colchoneros", apenas ultrapassado por Gil Marin.

A Fly Emirates está ligada ao Arsenal, PSG, AC Milan ou Hamburgo e pode ser o próximo patrocinador principal das camisolas do Benfica, além de ter como objectivo integrar o "naming" do Estádio Santiago Bernabéu, o palco do Real Madrid.

O Barcelona resistiu a ter patrocinadores na sua camisola, mas actualmente pode ver-se a referência à Qatar Airways, cujo contrato termina no próximo ano, existindo a hipótese de renovação por 60 milhões de euros. Em Inglaterra, a propriedade do Manchester City, patrocinado pela Ethiad Airways, pertence ao Sheik Mansour, dos Emirados Árabes Unidos, enquanto Nasser Al-Khelaifi, empresário do Qatar, é o actual patrão do PSG.

Chelsea ameaça Manchester United

O Chelsea trocou a Coreia do Sul pelo Japão, ao estabelecer acordo com a Yokohama Rubber Company, por 200 milhões de euros, durante cinco anos, depois da ligação à Samsung. Neste âmbito, os "blues" são apenas ultrapassados pela Chevrolet, de origem norte-americana.

Em Portugal, o sheik Al-Tahni, do Qatar, é apontado como responsável pela apresentação da proposta de dez milhões de euros para comprar a SAD do Estoril, depois de ter estado no Málaga, num acordo sem os melhores resultados. Milhões 'made in' Ásia seduzem, assim, os gigantes do futebol europeu, com a Fly Emirates a patrocinar Real Madrid, Arsenal e PSG, chegando a poder ser, inclusive, "sponsor" do Benfica.