Confirmando o favoritismo que lhe era atribuído, o Chelsea venceu o Shakhtar Donetsk por 3-2, em Nyon (Suíça), na final da UEFA Youth League, a Liga dos Campeões para jogadores com menos de 19 anos. Tal como tinha acontecido na meia-final, e apesar da margem mínima, os jovens londrinos não deram hipóteses ao adversário, culminando da melhor forma um percurso imaculado na competição: melhor ataque, melhor defesa, nove vitórias e apenas uma derrota.

Os dois finalistas, recorde-se, defrontaram as três equipas portuguesas presentes na prova. Os 'blues' fizeram parte do grupo do Sporting - golearam os 'leões' nos dois jogos, por 0-5 e 6-0 -, enquanto os ucranianos defrontaram o FC Porto na primeira fase, empatando ambos os encontros, e eliminaram o Benfica nos quartos de final, numa partida que ficou famosa pelo falhanço de Romário Baldé.

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Neste jogo decisivo, o Chelsea entrou a todo o gás, com destaque para o quarteto da frente, composto por Boga, Musonda, Solanke e Isaiah Brown. E foi de uma combinação entre estes quatro que surgiu o primeiro golo, aos sete minutos, com finalização de Brown. Aos poucos, embora o controlo do jogo tenha estado sempre do lado londrino, o Shakhtar foi-se soltando das amarras e partindo em contra-ataques. Num deles, à passagem do minuto 37, Arendaruk arrancou em grande velocidade pela ala direita, cruzou para a área e o central Christensen - que até já integrou os trabalhos da equipa principal - desviou para a própria baliza. Até ao intervalo os 'blues' podiam ter voltado à vantagem, não fosse a desinspiração do ponta de lança Solanke.

Sentindo a injustiça do empate, os jovens londrinos meteram o pé no acelerador no reatamento do encontro e praticamente resolveram o jogo nos primeiros minutos.

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Aos 47, Solanke, com um golpe de cabeça, lá acertou com as redes à guarda de Kudryk e confirmou o estatuto de melhor marcador da competição, com 12 golos. O terceiro demorou menos de dez minutos a chegar. Boga, que já tinha assistido para o golo anterior, entregou a bola a Brown, que, com um remate em arco, encaixou a bola no canto inferior direito do guardião ucraniano. Até ao final, os 'blues' continuaram mais perigosos, mas foi o Shakhtar a marcar, no último lance, por Kovalenko.

Nada que retirasse a inteira justiça do triunfo londrino, que sucedeu ao Barcelona como vencedor da competição criada no ano passado pela UEFA. Felicidade para o ex-internacional português Paulo Ferreira, que faz parte da estrutura diretiva do Chelsea e esteve presente em Nyon, e tristeza para Miguel Cardoso, diretor técnico da formação do Shakhtar. #Futebol