Está terminado o Campeonato do Mundo de #Snooker. Stuart Bingham é o vencedor do título mais ambicionado do circuito. É agora hora de fazer o balanço da prova que prendeu o interesse de milhões de adeptos nas últimas semanas. Com início em 18 de Abril, no Crucible Theatre, prometia-se uma disputa acesa entre os favoritos, com Ronnie O'Sullivan (2.º do ranking mundial), maior estrela da modalidade, à frente do pelotão composto por Mark Selby (1.º e campeão do Mundo), Ding Junhui (3.º), Neil Robertson (4.º), Judd Trump (6.º) e Shaun Murphy (8.º), apenas este viria a confirmar o estatuto.

A primeira ronda não apresentou surpresas e só o susto do campeão em título, Mark Selby, perante Kurt Maflin (31.º) criou alguma emoção.

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A vitória na "negra" (10-9) fez recordar a famosa "maldição do Crucible" que se consubstancia no facto de nenhum jogador ter conseguido revalidar o primeiro Campeonato do Mundo ganho naquele palco. Mito ou realidade, a verdade é que a tradição se manteve e Selby foi eliminado pelo escocês Antonhy McGill (32.º) nos oitavos de final, na primeira surpresa da prova. O jovem, de 24 anos, ganhou grande notoriedade com o feito e já é considerado a maior esperança da Escócia. Os fãs esperam que possa suceder a nomes míticos como John Higgins (4 vezes campeão do Mundo) ou, até, Stephen Hendry (7).

Os quartos de final ficaram marcados pela eliminação de Ronnie O'Sullivan. Não resistiu a um Stuart Bingham (10.º) que dava mostras de estar na sua melhor forma de sempre, como se constatou ao longo do torneio.

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Muito contestado, o "Rocket" saiu sob fortes críticas quanto à sua atitude e, sempre polémico, deixou no ar a possibilidade de se afastar da competição. Nesta fase da prova pudemos assistir ao fim do sonho de McGill, eliminado por um Shaun Murphy inspirado, e à eliminação de Neil Robertson (por Barry Hawkins) e Ding Junhui (perante Judd Trump), deixando de constar qualquer dos quatro primeiros do ranking mundial. As odds passaram a favorecer Trump e Murphy, que iriam defrontar Suart Bingham e Barry Hawkins (5.º) nas meias finais, com destaque para o primeiro pelo jogo, quase perfeito (13-4), contra o melhor asiático.

Nas meias finais, Shaun Murphy, "The Magician", campeão do Mundo em 2005, não teve dificuldade em derrotar Hawkins que, tendo batido Robertson na "negra", acusou o desgaste e a pressão no acesso à final. Com o 17-9 e o comando do jogo desde o início, Murphy tinha as melhores condições para preparar a sua prestação no jogo decisivo. Na outra meia final, Judd Trump e Stuart Bingham apresentaram aquele que foi o melhor jogo do torneio, decidindo na "negra" (17-16) a vitória do "Ball-run" que, mais uma vez, pôs fora da prova um dos principais favoritos.

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A inesperada final, entre Shaun Murphy e Stuart Bingham, com favoritismo do primeiro, prometia grande espectáculo, o que se confirmou. No primeiro dia, Murphy entrou muito forte em ambas as sessões, ganhando vantagem de 3 e 4 frames, mas Bingham recuperou sempre, terminando o dia com a desvantagem mínima (9-8). No dia decisivo, o "Ball-run" demonstrou estar imparável. Com os 6-2 da terceira sessão e um jogo defensivo excelente, particularmente no trigésimo primeiro frame, abriu caminho para a concretização do seu maior sonho.

A prova foi uma excelente propaganda à modalidade e premiou Stuart "Ball-run" Bingham pela dedicação e profissionalismo que há mais de 20 anos caracterizam a sua carreira. Entra, finalmente, no restrito leque dos eleitos de forma absolutamente merecida. Parabéns e obrigado!