De 21 a 24 de Maio realizou-se mais uma edição do Rally de Portugal, a 49ª, mas não terá sido bem "mais uma edição" [VIDEO]. Desta vez, e depois de muita pressão por parte de federações internacionais que organizam a prova, o evento foi levado até ao Norte do país, tendo registado um tremendo sucesso. Fiquem com seis motivos que comprovam que o Rally de Portugal é mais forte na zona Norte de Portugal.

Público por todo o lado

O maior receio da organização internacional seria o comportamento do público, alegadamente violento e não cumpridor de regras, mas provou-se que em cada curva, em cada recta, em cada parte do troço, estava um amigo, dois amigos, vários amigos, cerca de 2 milhões de amigos, segundo números da organização.

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Todos bem comportados, 30% deles estrangeiros, que deixaram no norte do país cerca de 60 milhões de euros. Muita violência para um só evento.

Cooperação entre municípios 

Depois de 15 anos no Sul do país, com sucessivos apoios do estado, esta edição não teve qualquer apoio por parte da secretaria estatal do Turismo ou do Desporto, obrigando a que 13 municípios reunissem entre si, dando os apoios necessários para que este evento se realizasse, conseguindo esgotar durante os 4 dias da prova todas as unidades hoteleiras, zonas de estacionamento, e lojas de comércio pertencentes a essas autarquias.

Retorno económico

Segundo a organização, este evento custou cerca de 3.5 milhões de euros, dando um lucro aproximado de 100 milhões de euros, mas ainda se apontam valores mais altos.

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A hotelaria e a restauração viveram um fim-de-semana mágico, com dezenas de milhares de estrangeiros a dirigirem-se ao Minho português, gastando centenas de euros cada um.

Onde há mais entusiastas 

Sempre que o Rally de Portugal se realiza na zona mais a Sul de Portugal, são milhares os nortenhos que rumam a essas paragens, compondo grande parte da assistência do evento. É natural que, ao realizar-se na zona onde há mais entusiastas, esta competição englobe uma assistência muito maior, sendo mesmo um dos eventos desportivos mundiais com mais espectadores.

A FIA faz questão disso

Os próprios dirigentes da Federação Internacional de #Automobilismo (FIA) fizeram tudo o que lhes foi possível para que esta competição se realizasse no Norte do país. Michele Mouton, dirigente da FIA, disse mesmo que foi uma das principais promotoras da mudança, pois não viu "paixão no Sul, ao contrário do Norte".

Os pilotos agradecem. Literalmente.

Foram vários os relatos de populares, especialmente durante o último dia da prova, em Fafe, em que pilotos saíam das viaturas para aplaudir as centenas de pessoas que, a cada área permitida para circulação de público, faziam um autêntico mar humano, no meio das serras e vales da província minhota. Uma experiência inesquecível para grande parte dos pilotos, com elogios sinceros por parte de nomes sonantes como Stephane Lefebvre, que parabenizou o percurso, dizendo que foi muito importante para a sua evolução, ou de Al Qassimi, que preferiu utilizar o último dia para entreter o "fantástico e numeroso público" que rumou a Fafe. Um sucesso.