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Terminou em Fafe o Rali de Portugal, na manhã deste Domingo. A Blasting News esteve presente e viu, de perto, a paixão do povo português que saúda o regresso ao Norte da mítica prova do #Automobilismo mundial. Ao vivo do Confurco, um espectáculo que supera as expectativas.

Ainda não eram 7h00 quando chegámos ao Confurco e já não era nada fácil o acesso. Existiam estradas cortadas e milhares de pessoas à procura do melhor sítio, muitas delas saídas das tendas de acampamento, onde pernoitaram, outras apressadas a chegar ao topo de Fafe. De moto ainda se passava, os carros já ficavam parados a dois quilómetros de distância.

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Depois, uma subida apressada para vivenciar o "maior espectáculo do mundo".

Chegados ao topo, a festa já era animada. Já se abriam "minis" e até garrafas de vinho, para se empurrarem umas sandes de panado, enquanto se aguardava pelas oito da manhã, hora marcada para a primeira passagem. Manhã fria nas Serras de Fafe, mas ninguém arredava pé, tão pouco se encolhia. Pronto se ligaram os motores e começou o espectáculo.

A primeira passagem foi, para muitos, algo lenta e demasiado cuidadosa. O espanhol Dani Sordo arrancou os primeiros aplausos (muitos espanhóis entre os espectadores, também) e Sebastian Ogier confirmou-se como o favorito dos portugueses. Parecia mais veloz e a torcida aplaudia.

Passada a competição da WRC, chegavam as más notícias. Pela rádio e pela internet sabíamos do incrível acidente do finlandês Jari Ketomaa, uns metros antes de onde nos encontrávamos, mas que acabou por condicionar a restante passagem.

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No salto da Pedreira, o piloto arriscou, embateu contra a valeta e acabou por desfazer a dianteira do Ford Fiesta R5.

Anulada a competição, os carros passariam em ritmo de passeio pelo Confurco. O que não caiu nada bem entre a assistência. Muitos dos pilotos foram mesmo vaiados por não darem espectáculo (para evitarem estragos nos veículos), mas outros não se inibiram e arrancaram verdadeiras ovações, ao contornarem as espectaculares curvas com muita emoção. Houve mesmo quem parasse e saísse do carro para aplaudir os adeptos em Fafe.

A segunda passagem em Fafe estava agendada para as 11h10. E ninguém abandonou o Confurco. O "intervalo" foi aproveitado para reabastecer. Mais "minis", mais vinho, sumos e muita comida. Enquanto isso, a animação aumentava, o que não terá sido apenas coincidência. Ensaiava-se a onda, cantava-se amor pelo Confurco, entoava-se o hino nacional e gritava-se "Portugal, Portugal" em momentos emocionantes, vividos por milhares de apaixonados pelo desporto motorizado.

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O helicóptero dava os primeiros sinais que estaria perto o regresso dos "artistas" e havia mais pó para levantar. Cada vez mais gente no Confurco e voltava o ruído único dos motores dos ralis. Agora sim, puro espectáculo. Com a pista mais do que conhecida, os pilotos deram espectáculo.

O campeão do Mundo Ogier voltou a ganhar nesta especial de Fafe (mantém liderança confortável no Mundial de Pilotos), mas foi o finlandês Jari-Mati Latvala a vencer a etapa no Rali de Portugal, no ano que marca o regresso ao Norte do país. Mikkelsen, que recuperou o terceiro lugar a Kris Meeke (Citroen), completou um pódio inteiramente povoado pela Volkswagen.

Estava terminado o Rali. Voltamos a casa, com as sapatilhas cobertas de pó, gargantas roucas e o nariz a reclamar por alergia ao pó. Mas com um sorriso no rosto por uma experiência fantástica, no ano em que o Rali voltou ao Norte do país.

 

Veja o vídeo no final desta página.