Os adeptos do #Real Madrid estão, por estes dias, devastados: em menos de uma semana, a equipa deitou por terra as aspirações de ganhar o campeonato, ao empatar com o Valência, e a Liga dos Campeões, ao cair aos pés da Juventus nas meias-finais. Uma época que se previa de sonho, e que até começou bem, com a vitória na Supertaça Europeia e no Campeonato do Mundo de Clubes, tornou-se subitamente num pesadelo. Mas os apoiantes do clube merengue ainda podem sonhar com um troféu europeu esta semana. E em casa. Têm é de se virar para outra modalidade.

A Final Four da Euroliga de basquetebol disputa-se este fim-de-semana, 15 e 17 de maio, em Madrid e a equipa anfitriã é a grande favorita à conquista do título continental.

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Esta será a terceira presença consecutiva do Real no lote de quatro finalistas e, depois de tantas desilusões no futebol, os madridistas esperam que à terceira seja de vez e que os "gigantes" do #Basquetebol lhes deem uma alegria. Ou um prémio de consolação.

Na capital espanhola, todos acreditam que o conjunto de Pablo Laso vai acabar com o jejum de 20 anos, desde os tempos em que, em 1995, a equipa liderada pelo saudoso Arvydas Sabonis conquistou o troféu. Curiosamente, essa final também foi disputada no país vizinho, mais concretamente em Zaragoza.

Jogar em casa pode ser uma vantagem, a julgar pela estatísticas. Desde que a Euroliga recuperou o modelo de uma final a quatro, na época 2001-02, as equipas "da casa" conseguiram chegar a quatro finais e ganharam três delas. O Barcelona venceu a Final Four de Barcelona em 2003, o Maccabi fez o mesmo em Telavive no ano seguinte e o Panathinaikos repetiu o feito em Atenas em 2007.

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O CSKA foi o único que não tirou vantagem do factor casa quando, em 2005, se deixou surpreender pelo Tau Cerámica nas meias-finais, em Moscovo.

"Sabemos que vamos ter a afición a apoiar-nos a cem por cento", reconhece o técnico Pablo Laso. Dados oficiais indicam que os adeptos do Real Madrid compraram 4.500 bilhetes, um número muito superior aos 3.900 divididos por seguidores do Fenerbahçe Ulker (1.500), Olympiakos (1.400) e CSKA (1.000).

Para Laso, chegar à fase decisiva da competição pela terceira vez, mais do que uma pressão, é uma prova do grande trabalho realizado pela equipa. "Estar três anos consecutivos na Final Four, ganhar títulos e, acima de tudo, ter transmitido às pessoas o que queremos como equipa é algo que valorizamos muito", assinalou o treinador. O Real Madrid perdeu as duas últimas finais da Euroliga: a de 2003 ante o Olympiakos (100-88) e a de 2014 frente ao Macabbi, após prolongamento (96-86).