Estreou-se como ciclista profissional ao serviço do SL Benfica, em 2007, onde conseguiu excelentes prestações, vencendo provas internacionais. O salto para um grande do pelotão internacional foi dado em 2011, e nunca mais de lá saiu. Atualmente representa os italianos da Lampre, e conseguiu um brilhante 5º lugar na prestigiada Paris - Nice. Além disso, mais recentemente terminou em 25º na Volta à Romandia, prova que já conseguiu vencer, para além das conhecidas vitórias em várias etapas do Tour de France, e dos títulos na Volta à Suíça. Rui Costa esteve à conversa com a Blasting News e contou alguns pormenores da sua vida.

P. O Rui, para além de campeão de #Ciclismo, é também um emigrante, como tantos outros. O que nos pode dizer da sua experiência nessas condições?

R. Antes de mais, obrigado pela oportunidade. Sou emigrante, com muita pena minha, seria perfeito se o nosso país tivesse equipas de ciclismo ao mais nível mundial e eu não tivesse de emigrar para evoluir nesta minha modalidade. É uma experiência boa, todas as pessoas de cá aceitam-me bem e consegue-se boas condições para treinar.

 

P. Começou a correr profissionalmente no Benfica. Tem saudades desses tempos, e de percorrer os caminhos de Portugal?

R. Ainda consigo passar alguns dias por ano em Portugal e treinar por lá... claro que sinto sempre saudades quando passo alguns meses fora.

 

P. Actualmente, em média, passa quanto tempo em Portugal por ano?

R. Especialmente o Inverno, a época natalícia.

 

P. É natural de Aguçadoura. Como é a sua ligação à agricultura e à pesca?

R. Os meus pais são agricultores e eu passei a minha infância entre o campo, escola e o ciclismo.

P. No que toca a atletas nascidos em Portugal, o Rui é o 10º com mais seguidores no Facebook e o 1º não-futebolista dessa tabela. Como se consegue tal feito num país que não olha para as outras modalidades como olha para o futebol?

R. Não faço ideia do porquê de ter tantos seguidores, mas sou muito agradecido por isso. É bom sentir o apoio e carinho das pessoas que me seguem, a quem eu costumo chamar de amigos.

 

P. Quando veremos toda a modalidade do ciclismo com igual estatuto em Portugal?

R. Era o sonho de qualquer ciclista ou atleta de outra modalidade que houvesse igualdade entre desportos... Mas o ciclismo não é das menos seguidas, não me posso queixar.

 

P. A prática do ciclismo amador tem aumentado exponencialmente em Portugal. Como vê esse fenómeno e que conselho dá aos praticantes?

R. Sei que tem havido um enorme aumento e fico feliz por isso. O meu conselho é que se gostam mesmo desta modalidade que se apliquem ao máximo. Não é uma modalidade fácil, mas com talento, empenho, trabalho e honestidade consegue-se estar entre os melhores.

 

P. Qual o maior inimigo de um ciclista profissional? E qual é o seu maior aliado?

R. O maior inimigo são alguns automobilistas e o maior aliado talvez seja a natureza.

 

P. Se for possível, deixe uma mensagem aos seus adeptos, que vêem no Rui um dos maiores nomes do desporto em Portugal.

R. Eu digo sempre que não tenho fãs, tenho amigos. Se me apoias, meu amigo és. Por isso, a todos os meus amigos, quero enviar um enorme abraço de gratidão por todo o imenso apoio que me dão ao longo da época. As vossas palavras e incentivo dão-me uma força extra. Obrigado, amigos! #Rui Costa