Aqueles que pensavam que o calor de mais de 40 graus na Índia, a chuva forte que caiu em vários países da Europa, ou até mesmo os menos de 10 graus na Rússia e Noruega, iam pôr fim à energia dos atletas inscritos na segunda edição da Wings for Life World Run, enganaram-se. O evento realizou-se pela segunda vez sucessiva no dia 3 de maio e contou com milhares de atletas, de 155 países inscritos, alargados por 35 locais de seis continentes. O estudo designado a encontrar a cura para a lesão da espinal-medula voltou a abalar o planeta, numa imensa onda de solidariedade que fez 101.280 mil atletas correrem por aqueles que não podem. As inscrições nas várias corridas espalhadas pelo globo superaram os 54.000 mil participantes de 2014.

Em Portugal, a saída foi do Palácio de Cristal, onde houve a participação de um pelotão com 18 nacionalidades diferentes. O número de inscrições superou a do ano anterior, chegando a cerca de 1800 corredores, salientando-se ainda a estreia de participantes em cadeiras de rodas. O percurso teve início no Porto, e seguiu pela marginal em direção a Aveiro, totalizando 100 km. Os campeões nacionais foram Doroteia Peixoto e Daniel Pinheiro, que obtiveram como prémio uma viagem à cidade onde pretenderem correr na edição de 2016.

Considerada uma corrida diferente, o objetivo do atleta era não ser alcançado pelo Carro Meta oficial, que iniciou 30 minutos depois do pelotão e após cinco horas de atividade foi aumentando gradativamente a velocidade até atingir 35 quilómetros por hora. Em cada local a competição terminou com a ultrapassagem dos últimos corredores que conseguiram resistir mais quilómetros: a nipónica Yuko Watanabe, que correu 56,30 quilómetros, no Japão, antes de ser alcançada, e o etíope, Lemawork Ketama, que correu na Áustria e repetiu a vitória de 2014 percorrendo 79,9 quilómetros. Foram assim consagrados Campeões Globais e ganharam uma viagem à volta do mundo.

Presente esteve também Rosa Mota, que é, desde o ano passado, a embaixadora da 'Wings for Life World Run' e que considera a participação dos portugueses na corrida uma excelente contribuição para a causa da Fundação 'Wings for Life', que luta contra os efeitos das lesões na espinal-medula, problema que afeta mais de três milhões de pessoas em todo o mundo.

Esta edição angariou 4.2 milhões de euros, que revertem na totalidade para a investigação. Contou com a participação de 10 mil voluntários, 70 carros metas e de um corredor de 94 anos de idade que correu na África do Sul 7,4 quilómetros antes de ser alcançado pelo carro. Com a final da edição de 2015, fica o aviso de que já estão abertas as pré-inscrições para a Wings for Life World Run 2016 na página oficial (versão portuguesa), para no dia 8 de maio de 2016 o mundo se unir mais uma vez e correr por aqueles que não podem. #Atletismo