César Carapinha é um base angolano de 26 anos e 1,85 cm do Espoo Basket, adaptado à vida na capital Helsínquia. O jogador ajudou a sua equipa a conseguir a melhor classificação de sempre na primeira liga finlandesa. Formado no Sporting de Benguela, há 3 anos saiu para o #Basquetebol europeu, contando com dois anos na Finlândia e uma presença no clube inglês Nassa. Fiquemos a conhecer um pouco melhor este atleta:

César Carapinha, qual o balanço que faz desta experiência na Finlândia?

"O balanço está a ser positivo. Esta temporada conseguimos a melhor classificação de sempre na 1.ª divisão, com a terceira posição. O clube subiu vai para quatro temporadas a este campeonato, muito equilibrado com muitos jogadores americanos.

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Comecei como reserva, o clube estava a ter problemas na minha inscrição, pois estrangeiros são americanos e pouco mais. O base da nossa equipa, não estava a ter o rendimento que o treinador pretendia e agarrei a minha oportunidade."

Vai ficar no clube?

"Tive propostas para sair do Espoo Basket, mas renovei por mais uma temporada. O treinador Clarence Bernard Harris, como jogou na NBA, está a passar todos os seus conhecimentos. Conseguimos a melhor classificação de sempre e a direcção do clube, gostava de manter o núcleo duro do plantel."

Gostava um dia de chegar à seleção de Angola?

"Estou fora de Angola vai para três anos e continuo a ser angolano de todo o coração e a manter um acompanhamento permanente do que se passa no meu país. Claro que gostava de representar a selecção de Angola, mas gostava de terminar a faculdade. Em Angola tirei o curso de desenhador projectista e gostaria de terminar aqui os estudos."

Tem namorada finlandesa. Como é a sua vida social?

"No meu primeiro ano na Finlândia, viria a conhecer a minha namorada, Clarissa.

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Falamos finlandês em casa, residimos perto do centro da cidade. Andamos de carro, mas o sistema de transportes é excelente. Para além do basquetebol, a nossa vida social tem grande actividade e vamos muitas vezes ao cinema. Vamos com alguma frequência à Suécia e Estónia. Temos o cruzeiro de barco, que é um passeio bonito e entre quatro a cinco horas estamos nos países vizinhos. Habitualmente participo com alguns amigos americanos nos campeonatos de rua que se realizam na Estónia, em torneios de Verão. Na Finlândia, temos muitas piscinas, pistas de remo, e depois é tudo muito verde, Florestas, pistas para esquiar, sítios para acampar.. O finlandês aproveita muito estas maravilhas."

Como é a sua vida na Finlândia?

"Estou tranquilo na Finlândia. Tem uma qualidade de vida boa, as pessoas são mais fechadas, mas é um povo respeitador. O Governo preocupa-se com o povo e com os problemas da população, tem bom sistema de saúde e educação. Trabalho numa organização não governamental, a Helsinki NMKY, onde ajudamos a tirar os jovens da delinquência, criamos jogos desportivos, musicais, várias actividades que podem ir desde torneios de basquetebol até provas de dança.

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Promovemos mais actividades sociais para jovens de diferentes culturas. O importante é tirar os jovens dos maus caminhos. Colaboro ainda com a 09 Human Rights Helsinki que trabalha igualmente na mesma área.

Saí de Angola, vim para a Finlândia e no ano seguinte para Inglaterra. Esta temporada regressei de novo à Finlândia. Não sabia inglês, nem finlandês, mas agora já sei falar finlandês. Tive muitas dificuldades na adaptação, por causa das temperaturas de menos 30º, menos 35º, menos 40º. São impensáveis, vistas por fora."