Adriano Dias é selecionador nacional de uma modalidade que tem 24 equipas federadas em termos nacionais espalhadas um pouco por todo o território português. O técnico faz uma descrição minuciosa sobre a modalidade e aponta as razões pelas quais por cá há melhores condições para a prática desportiva. Fomos conhecer a modalidade do Tiro com Arco.

Que tipo de trabalho é desenvolvido pela Federação?

Acompanhamos dois grupos de trabalho em que estamos a apostar muito: 1º, um grupo de pessoas mais velhas que compete ao nível dos campeonatos do mundo com objetivo de qualificação para os Jogos Olímpicos; 2º, grupos de #Jovens entre os 14 e os 19 anos com aposta na formação técnica com vista a futuras competições internacionais.

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Nós queremos aumentar o nível técnico dos arqueiros em Portugal. Queremos dar condições a essas pessoas para poder trabalhar.

Qual a realidade do Tiro com Arco em Portugal em relação a outros países?

Nós, nestas modalidades em que não há bolas a rodar (e não me levem a mal porque eu não tenho nada contra o futebol, muito pelo contrário), mas nós notamos que há uma disparidade enorme, quer de atenção, quer de apoios, e é normal que assim seja. Um arqueiro que faça uma pontuação de relevo, ou record nacional, uma qualificação para um campeonato do mundo, ganhar uma prova nacional esse arqueiro trabalha muito mais do que aquele atleta que tem uma estrutura montada e que pensa nele a toda a hora. O arqueiro deixa o trabalho, a família, os amigos, para ir para o campo, mas quem diz um arqueiro diz qualquer outra modalidade dita não profissional.

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Em termos de atividade as coisas vão evoluindo lentamente, muito lentamente, de vez em quando temos picos quando aparece um arqueiro fora de exceção. Tirando isso nós vamos andando no "ramerrame".

Agora, que eu tenho a certeza que podíamos dar cartas em modalidades como esta, tenho, porque nós temos um clima na Europa que poucos têm, e no mundo poucos têm, tirando os países tropicais. Nós aqui conseguimos trabalhar praticamente todo o ano no campo e isso é uma mais valia que nos não estamos a aproveitar neste momento por uma razão muito simples. Não há campos para atirar.

Há algum campo em Lisboa?

No distrito de Lisboa não há. Temos no Estádio Nacional um campo que pertence à Federação, mas que neste momento está num processo de obras e que nós não podemos usar. Cada clube usa os espaços que consegue encontrar. Portanto não há um campo de tiro com arco em lado nenhum com exceção desse, mas que está em obras.

Leia em seguida a continuação da entrevista ao Selecionador Nacional da Federação de Tiro com Arco. #Vida Saudável #Desportos Radicais