Prestação de grande nível dos atletas universitários portugueses nas Universíadas, competição a decorrer na Coreia do Sul.  Filipa Martins foi bronze na ginástica (trave), Joana Cunha e Rui Bragança conquistaram medalhas de prata no taekwondo e a equipa de #Andebol está na grande final, tendo já uma medalha garantida. Depois das conquistas individuais, vai chegar a primeira medalha portuguesa, de sempre, numa modalidade colectiva, nas Universíadas. E será pela mão dos andebolistas universitários, que tão bons resultados têm conquistado, nos últimos anos. Ainda se desconhece o outro finalista, que poderá ser a Rússia, Coreia ou Sérvia.  

Depois de Filipa Martins se ter apresentado forma fenomenal na trave, foi a vez da jovem Joana Cunha subir ao pódio.

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A atleta de taekwondo prolongou a época de sonho, ao vencer a medalha de prata na categoria de -57kg, nesta quinta-feira. Um dia depois, foi Rui Bragança a repetir o feito da colega de modalidade. O português que teve a responsabilidade de levar a bandeira de Portugal, na cerimónia de inauguração das Universíadas, mostrou por que foi uma boa escolha. Depois de se sagrar campeão Europeu, há poucas semanas, em Baku, Rui Bragança ficou em segundo lugar neste campeonato universitário.

No mesmo dia, a equipa de andebol apurou-se para a grande final da competição. Quatro vitórias em igual número de jogos permitiram à equipa portuguesa chegar à final, antes de encerradas as contas do Grupo B, uma vez que matematicamente já não é possível destronar a equipa portuguesa do primeiro lugar do grupo.

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Depois de derrotar Israel, Suíça e Japão, a equipa orientada pelo seleccionador nacional Rolando Freitas derrotou a Hungria (28-21) e ainda beneficiou da derrota do Brasil, frente a Israel, para se apurar para a final, antecipadamente.  

Fábio Vidrago (ABC de Braga/ Universidade do Minho) como melhor marcador, e o luso-cubano Alfredo Quintana (FC Porto/ Universidade do Porto), na baliza, estão a ser as figuras proeminentes na equipa de Portugal. 

Universíadas: Quando o mérito vai muito além do desportivo 

Durante o ano, conciliam estudos universitários com a prática do desporto. E se muitos deles levam as duas vertentes na "desportiva", a grande maioria leva tudo muito a sério. Rui Bragança e Pedro Seabra são dois dos nomes mais sonantes da delegação portuguesa que está em Gwangju, na Coreia do Sul, e que servem de verdadeiros exemplos para os jovens portugueses. E se não servem, deviam.  

Rui Bragança é terceiro classificado no apuramento para os Jogos Olímpicos (é segundo no ranking mundial), e continua a amealhar pontos preciosos para chegar ao Rio de Janeiro, no Verão de 2016.

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Paralelamente ao sonho do taekwondo, o atleta do Vitória de Guimarães, é um meticuloso estudante de Medicina, na Universidade do Minho.  

Pedro Seabra é o "cérebro" da equipa do ABC de Braga, é internacional A de Portugal e soma distinções individuais desde muito jovem, no andebol. Aos 25 anos, o central português concluiu recentemente o curso de Medicina, na Universidade do Porto. E pelo menos a prata, ninguém a vai tirar ao jogador português. 

Por tudo isto, repetimos sem arriscar a redundância: Se não são exemplo a seguir, deviam ser. Concordam?