Kira Grünberg tem 21 anos, é recordista nacional austríaca do salto com vara e preparava-se para os Mundiais de Agosto, em Pequim. Mas, o treino desta quinta-feira, dia 31, pôs fim às ambições da jovem atleta. Dos Mundiais e da carreira. Operada de urgência, em Innsbruck, o diagnóstico é o pior. A jovem ficou paraplégica e tem um caminho "longo e difícil" pela frente, informou o agente da atleta Thomas Herzog. 

O cenário é tão mais chocante quando se conhece que os pais assistiam ao treino, que vitimou com tamanha gravidade a filha de apenas 21 anos. O pai é também o treinador da jovem Kira e assistiu de perto ao momento da queda da filha.

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Um mau salto precipitou uma queda terrível, com a atleta a cair sobre a cabeça e o pescoço. Viveram-se momentos de apreensão nos momentos que se seguiram ao acidente. A mãe estava nas bancadas, como muitas vezes, a presenciar o treino de Kira que, em 2014, saltou 4,45 metros nos Campeonatos da Europa de Zurique, na Suíça, estabelecendo o novo recorde nacional da Áustria, registo que detém, desde então. 

Uma carreira destruída e acima de tudo uma vida mudada repentinamente. A jovem ainda corre risco de vida, mesmo após a cirurgia em que os médicos tiveram como objectivo primordial "manter as funções vitais" de Kira, salientou Thomas Herzog. 

O boletim clínico revela várias fracturas nas vértebras cervicais e um cenário de paraplegia. A intervenção cirúrgica prolongou-se por várias horas, na tentativa de "estabilizar a coluna vertical" da jovem atleta, divulgou a Federação Austríaca de #Atletismo.

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O procedimento clínico correu bem, mas as próximas semanas serão decisivas na evolução da lesão da atleta de salto com vara. 

Kira Grünberg vai permanecer em terapia intensiva e a recuperação deverá ser lenta, desconhecendo-se ainda até que ponto pode a jovem ainda recuperar. No entanto, estes casos são de muito difícil evolução. Maria Komissaraova, esquiadora e modelo russa, é um dos mais recentes exemplos. Uma queda nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014, deixou-a paralítica, aos 23 anos. Um ano e meio depois, o cenário mantém-se inalterado.