O português de 26 anos assume cada vez mais o estatuto de melhor de sempre no #Ténis nacional. Em dia pós-Halloween, os fantasmas das três finais perdidas este ano pairavam no pensamento de João Sousa. No entanto, estes foram insuficientes para impedir uma bela exibição do português, principalmente nos últimos 2 sets.

Num ano bastante positivo para João Sousa, faltava mesmo um título, após as finais perdidas. Em Genebra, terra batida, o português não conseguiu ultrapassar a superioridade de Belluci, perdendo em 2 sets equilibrados. Novamente em terra batida, na Croácia, foi a vez de cair aos pés de Thiem, desta feita por 6-4 e 6-1.

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A última final de má memória foi há 2 meses, frente a um adversário de nível. Neste jogo, Sousa ainda venceu o 2º set a Milos Raonic por 6-3, mas perdeu outros dois por duplo 3-6. Já em Valência, conseguiu ultrapassar adversários de topo, provando estar num dos melhores momentos da sua carreira. Na 1ª ronda surpreendeu Gilles Muller em 2 sets. De seguida foi a vez de Benoit Paire sair derrotado deste ATP em 3 sets disputados. Para chegar a esta final, João Sousa derrotou ainda Pablo Cuevas e Pospisil, ambos por duplo 6-4.

Ciente da experiência e qualidade que estavam do outro lado do court, João Sousa entrou algo tenebroso, não conseguindo acertar com os serviços de Bautista Agut. Juntando a isso o apoio do público espanhol presente em Valência, foi com naturalidade que o português perdeu o 1º set por 3-6. 

Sem nada a perder, João Sousa entrou melhor no 2º set e, após sofrer um break (esteve a perder 2-3, com o espanhol a servir), começou a mostrar o seu melhor ténis, vencendo sete partidas seguidas.

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A partir daí foi só manter a cabeça fria e somar o seu segundo título ATP. 

Esta vitória irá valer ao melhor português de sempre a sua melhor classificação de sempre no ranking ATP, fechando 2015 da melhor maneira possível. Os 250 pontos irão traduzir-se na 33ª posição do ranking, subindo 13 posições e ultrapassando nomes como Verdasco, Klizan, Dolgopolov e Mayer.