Gabriele Tarquini tem 54 anos e, em 2016, está a assinalar 40 anos de carreira no #Automobilismo, uma vez que começou a competir no karting em 1976. Só este facto é suficiente para considerá-lo uma espécie de lenda viva do automobilismo mundial. O italiano está a participar há mais de uma década no WTCC (World Touring Cars Championship) e está em aberto a possibilidade de continuar a competir em 2017!

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O exemplo de Tarquini é muito semelhante ao de Michael Schumacher, que referimos aqui há dias.

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O instinto e a mais simples alegria de competir do heptacampeão levaram-no a esquecer estatísticas e reputações e a voltar às pistas em 2010, provando que afinal é possível competir ao mais alto nível depois dos 40 anos - mesmo que isso não seja possível para todos.

Da mesma forma, Gabriele Tarquini parece apostado em bater recordes de idade ou criar os seus próprios. Por exemplo, o facto de a sua idade ser maior que a idade combinada dos seus dois colegas na equipa Lada do WTCC, Nick Catsburg e Hugo Valente - nascidos já depois de ele se estrear na F1!

Recorde de campeão FIA mais velho

Não se pense que Tarquini anda ali "só por andar". De Schumacher esperaríamos títulos e vitórias que não aconteceram, mas o certo é que marcou o melhor tempo na qualificação do Mónaco/12, aos 43 anos, e não andou tão longe de Rosberg como se costuma pensar. Ora, o italiano bateu o recorde do campeão FIA (vencedor de um campeonato tutelado pela Federação) mais velho; se Juan Manuel Fangio venceu o campeonato de Fórmula 1 aos 46 anos, o italiano foi campeão do WTCC aos 47 anos, em 2009..

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Desde então, além de continuar a competir, tem-se mantido regularmente no pódio, não tendo terminando nenhum campeonato abaixo do 6.º lugar. Só na presente temporada é que está, no momento, no 10.º lugar do campeonato, mas ainda tem 8 rondas duplas (16 corridas) pela frente para tentar inverter a situação.

Carreira longa e respeitável

A passagem de Tarquini pela Fórmula 1 coincidiu com a "época de ouro" das equipas amadoras ou semi-profissionais que se acotovelavam no fundo do pelotão. O italiano passou por nomes "míticos" como Osella, Coloni, AGS e Fondmetal. Isso contribuiu para que tenha alcançado o duvidoso recorde de não pré-qualificações, tendo falhado a passagem à qualificação por 25 vezes. O seu último GP veio pela Tyrrell, em 1995, em substituição do acidentado Ukyo Katayama. Na sua carreira marcou apenas 1 ponto, no GP México/89, à época com o 6.º lugar.

Todavia, de acordo com o site formula1.markwessel, se aplicarmos o sistema de pontuação atual à totalidade dos campeonatos disputados desde 1950, Tarquini surge na 258.ª posição entre 816 pilotos, com 26 pontos. 

Em todo o caso, Tarquini nunca desistiu e nunca parou, até agora. Destacam-se as suas vitórias no Auto Trader British Touring Car Championship (1994), European Touring Car Championship (2003) e, claro, o título mundial do WTCC (2009).