O #Automobilismo voltou em força este passado fim-de-semana (dias 21 e 22 de outubro) ao Autódromo do Estoril. Um dos grandes destaques do #Estoril Classic foi sem dúvida o regresso dos monolugares de #Fórmula 1 divididos em duas categorias de corridas, anteriores a 1966 e pós-1966. Há 21 anos atrás aconteceu o último grande prémio de Fórmula 1 em Portugal, que foi ganho pelo canadiano Jacques Villeneuve, desde então que a prova tem estado ausente do calendário da prova rainha do desporto automóvel. Mas o Estoril Classic não foi só Fórmula 1, muitas outras categorias do desporto automóvel marcaram também presença como vamos poder ler ao longo deste artigo.

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Os monolugares de Fórmula 1 anteriores a 1966 foram sem sombra de dúvida os que despertaram mais atenções do público presente. Organizada pela “Historic Grand Prix Cars Association”, estes monolugares representaram uma época em que a Fórmula 1 não tinha grandes patrocinadores, as corridas eram efetuadas fora das pistas que vemos hoje em dia e onde a eletrónica não existia nem determinava a performance do monolugar. No entanto, foi das épocas mais apaixonantes do desporto automóvel. Entre as dezenas de carros presentes, encontrávamos marcas como a Ferrari, a Lotus, a BRM ou a Cooper, máquinas que correram no nosso país nos anos 50 e 60 quando o Grande Prémio de Portugal alternava entre Monsanto e o circuito da Boavista, cujo recebeu a sua última prova em 1960 dando-se aqui mais um longo período de ausência.

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Só em 1984 é que a Fórmula 1 voltou a Portugal, mais concretamente ao Estoril.

Para além das máquinas anteriores a 1966, a Fórmula 1 marcou também presença com o “FIA Masters History Formula One”. Com monolugares que andaram nas pistas entre 1966 e 1985, destacam-se o Copersucar Fittipaldi de Emerson Fittipaldi (bicampeão do mundo em 1972 e 1984); os Shadow, construtor onde correu o malogrado piloto britânico Tom Pryce, que faleceu num acidente do Grande Prémio da África do Sul em 1977, e outros pilotos conhecidos da F1 como Clay Regazzoni, Riccardo Patrese ou Elio de Angelis, ou o McLaren de Peter Revson, entre outros. O ruído dos motores de então fizeram a delícia de todos os que estiveram no Autódromo do Estoril.

Como já tinha sido referido anteriormente neste artigo, não foi só a Fórmula 1 que esteve em destaque, pudemos ver também competições que envolviam veículos igualmente importantes para o desporto automóvel. Uma dessas mesmas competições foi o “FIA ​​Masters Historic Sports Car Championship”, que reúne veículos do Grupo 4 (entre 1962 e 1974) e estilo Le Mans, que inclui carros de ralis e carros que disputavam provas de resistência tais como as famosas “24 horas de Le Mans”.

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O Estoril Classic trouxe também uma competição de resistência. No domingo de manhã (22 de outubro) decorreu a “Masters Three Hours” com viaturas pré-1966 e que contou com clássicos como o Ford GT40 ou o AC Cobra 289. Estas competições suscitam sempre muito interesse devido à estratégia que envolve toda a corrida e a fiabilidade nos mesmos durante uma prova de longa duração.

Para terminar, decorreu também o “FIA Lurani Trophy” com veículos que abriram as portas nos anos 60 às Fórmulas 2 e 3. Estas corridas que decorreram entre 1958 e 1964 contavam com veículos que usaram motores provenientes de motociclos e onde começou a decorrer a mudança dos motores da dianteira para a traseira dos veículos. Estas categorias inferiores eram a porta de entrada na Fórmula 1 e muitos dos grandes campeões do mundo venceram também nestas categorias destacando-se nomes como por exemplo Jim Clark (campeão de F1 em 1963 e 1965).

Confira nos próximos artigos tudo o que se passou no primeiro e no segundo dia de provas que envolvem qualificações e corridas.