Nos primeiros 8 meses de 2014, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros em Portugal cresceram 35,7%, colocando o país no primeiro lugar a nível europeu neste ponto. A informação é divulgada pela Associação Automóvel de Portugal. A média europeia, para o mesmo período, é de apenas 6%. Em segundo e terceiro lugar, não estão os grandes países europeus, mas países em circunstâncias similares às de Portugal: ou a sair de um resgate financeiro (Irlanda em segundo lugar, com 30,1%), ou acabados de chegar à União Europeia e a experimentar um bom crescimento económico (Croácia, em terceiro lugar com 27,3%).

Os principais mercados registam crescimentos anémicos, que correspondem também à incerteza económica que se vive em 2014 depois de se ter acreditado que a estabilização do Euro após o Crash de 2008 iria trazer o regresso do crescimento económico.

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As vendas de automóveis cresceram 1,6% em França, 2,6% na Alemanha, 3,5% na Itália, com o Reino Unido a apresentar mais confiança (10,1%) e a Espanha, outro mercado em relativa recuperação depois do resgate, a registar um crescimento maior, de 16,4%. #Negócios

As opiniões sobre este facto são díspares. Se por um lado alguns acusam o cidadão comum de começar a gastar acima das suas possibilidades logo que nota uma pequena margem para poder gastar mais, por outro lado é sabido que durante o período do resgate o mercado automóvel português foi um dos que mais paralisou na União Europeia, com reflexos ao nível do envelhecimento do parque automóvel e, por consequência, da segurança dos automobilistas.
Os dados da Associação Automóvel de Portugal - que foram compilados pela Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA - European Automobile Manufacturer's Association) não referem em que segmento automóvel se registaram mais vendas, se na gama alta, na gama média, ou na gama baixa, e por isso não é possível extrapolar outras conclusões. Contudo, permanece o facto de que, depois de vários anos de conservação e aproveitamento ao máximo do velho automóvel, os portugueses estão agora a voltar a investir no seu principal meio de transporte.