A Ryanair, companhia aérea que foi pioneira no formato low-cost e continua a ser uma das líderes no setor da aviação, fez uma encomenda de mais 200 aviões à Boeing. O modelo é o Boeing 737 de 197 lugares, e vai aumentar a capacidade da transportadora de baixo custo irlandesa para cerca de 520 aviões, relativamente aos cerca de 300 dispõe actualmente. A empresa pretende aumentar a capacidade de transporte de passageiros para os 150 milhões, na próxima década.



Do negócio consta uma encomenda de 100 aparelhos, com opção para mais 100, num negócio com valor total de 22 biliões de dólares. A primeira série de 100 novos aparelhos deverá ser lançada entre 2019 e 2023.

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Michael O'Leary, o CEO da Ryanair, anunciou de forma entusiástica a notícia e indicou que as mudanças na configuração do modelo 737 da Boeing vão permitir não só mais lugares mas também mais espaço em cada assento, para conforto dos passageiros. A encomenda efectuada inclui também uma alteração no modelo 737, uma vez que a Raynair pretende transportar 200 passageiros em cada voo, de forma a reduzir os custos de operação e, obviamente, aumentar os lucros.



Fundada nos anos 80, a Ryanair beneficiou da desregulação do mercado europeu de transporte aéreo para inaugurar uma nova tendência até então inexistente no transporte aéreo: os voos low-cost. A expansão da companhia caracterizou-se por uma postura agressiva, quer nos preços praticados, na possibilidade de poupar comprando com o bilhete com meses de antecedência - e comprando através da internet - quer na negociação entre os aeroportos de forma a conseguir as taxas e tarifas o mais baixas possível, quer mesmo no corte das condições de serviço aos passageiros.

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O formato permitiu que o preço das viagens de avião baixasse drasticamente, permitindo a um número cada vez maior de passageiros e de estratos sociais poder utilizar este meio de transporte para viajar por toda a Europa. As críticas relativamente às condições em que os passageiros, e também ao serviço ao cliente, não desmotivam os passageiros, que parecem preferir o serviço inferior à alternativa de não viajar. Em 2013, a Ryanair foi a maior companhia aérea europeia em número de passageiros transportados. #Negócios