A notícia de que Portugal é o 10.º país do mundo onde é mais fácil começar um negócio, dado publicado no relatório Doing Business 2015 do Banco Mundial, mantém-se, mas uma revisão dos dados relativos à facilidade de conduzir os #Negócios alterou uma das conclusões finais, que até tinha merecido um comentário por parte do ministro da Economia português enquanto estava numa visita no México.

Num universo de 189 países estudados, Portugal estava inicialmente classificado na 25.ª posição no critério da facilidade de se fazer negócios, o que se traduzia numa subida de seis lugares em relação ao ano anterior. Com a alteração dos dados, publicados no site do Banco Mundial, Portugal passa agora a ocupar o 23.º lugar, o que significa uma descida de duas posições no ranking.

"A informação e os rankings do Doing Business são actualizados anualmente no relatório e no site. A informação reflecte a situação a 1 de Junho do ano da respectiva publicação. As informações podem ser revistas quando novos dados estão disponíveis", explica o site do Banco Mundial.

Num comunicado enviado aos meios de comunicação social, a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal já tinha feito o reparo de que nesta edição do Doing Business uma "nova metodologia" tinha sido adoptada e que "em base comparável, em 2014 [Portugal] teria ocupado a 23.ª posição".

Descida por comparação

Uma das autoras do relatório contou ao Observador que a descida no ranking se deve à inclusão de mais informações nos três tópicos (obtenção de crédito, resolução de insolvências e protecção de investidores minoritários) usados para calcular a posição dos países neste critério. Segundo Rita Ramalho, a posição de Portugal melhora 0,01 pontos percentuais para os 76,03%, em termos absolutos, mas uma vez que a realidade empresarial dos outros países melhorou mais do que a de Portugal, o resultado final é a queda de dois lugares no ranking.

Ainda que se tivesse mostrado satisfeito com os resultados do relatório, o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) já tinha alertado, após a publicação dos resultados do Banco Mundial, que eram necessárias melhorias ao nível da burocracia: "A morosidade a nível dos tribunais continua a ser um factor distintivo pela negativa quando comparado com outros países", tinha dito Paulo Nunes de Almeida à Lusa.