O estudo anual Doing Business 2015, do Banco Mundial analisa, entre outros aspectos, a forma "como a regulação dos #Negócios determina de que forma boas ideias podem começar e ser bem-sucedidas ou falhar e desaparecer".

De acordo com este relatório, Portugal é neste momento o 10.º país, de um universo de 189 países estudados, onde é mais fácil começar um negócio.

Esta colocação representa uma melhoria face ao ano passado, altura em que o país estava em 32.º lugar no ranking. Embora a subida de 22 posições tenha sido significativa, colocando Portugal à frente de países como os Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Dinamarca, não é só por aí que ficam as boas notícias para as empresas em Portugal: no critério relativo à facilidade de fazer negócios, o país está na 25.ª posição, tendo escalado seis lugares em relação ao ano que passou.

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Em termos concretos, Portugal "reduziu o tempo e o custo de criar um negócio em 50%" e no último ano o número de "start-ups aumentou em cerca de 17%".

"As contínuas reformas laborais na regulação do mercado são em parte uma resposta ao declínio económico que seguiu a crise financeira global. E Portugal é uma das muitas economias do Sul da Europa que reformaram as regulações dos negócios em áreas que vão além das regulações do mercado laboral", diz o relatório.

Um dos exemplos é a descida do Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) de 25% para 23% no período analisado e a ainda o empenho da economia em manter uma maior fluidez no que toca à burocracia e legislação relativa aos contratos das empresas.

País "amigo" para fazer negócios

O ministro da Economia, António Pires de Lima, falou hoje à imprensa durante a sua visita oficial ao México e fez questão de salientar: "Acho que é bom valorizar este ranking, que coloca Portugal na 25.ª posição, à frente de nações como a Holanda, França, Espanha, Itália, Polónia e Japão, e seguramente com as quais faz bem Portugal comparar-se e perceber que está num ranking superior".

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Citado pelos meios de comunicação nacionais, o ministro valorizou as mudanças fiscais e laborais que permitiram a colocação de Portugal no relatório. "Nós portugueses somos melhores a fazer negócio do que todos estes países. Somos um país mais amigo para fazer negócio do que todas estas nações, com as quais nos gostamos de comparar, nomeadamente os países com os quais competimos directamente na Europa do Sul", disse ainda.

Também o presidente da Associação Empresarial de Portugal se mostrou satisfeito com os resultados do relatório e elogiou a evolução do país. Segundo Paulo Nunes de Almeida, citado pela Lusa, existem ainda aspectos a melhorar, como a "morosidade dos tribunais" e a "carga fiscal" nos maiores investimentos. No entanto, para o representante dos empresários portugueses, o mundo dos negócios tem evoluído "de forma muito positiva".