Segundo o ministro da economia, Portugal subiu no ranking de melhor país para investir. Passou de 31º para 25º. O presidente da comissão da EU, depois de uma desastrosa gestão, contra tudo o que é economia social, depois de destruir a coesão europeia, vai ser condecorado pelo Presidente da República. A formação destes governantes, cozinhados em panelas de ferro, em lume brando, com temperos adequados e em tempo certo, passou a fazer-se em panelas de pressão, rápidas, sem gosto e sem tempero.

Tomar posse como governante é fácil, apetecível, dá prestígio e "lança" esses figurões para um futuro próspero bem remunerado onde nunca faltarão oportunidades.

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Antes, em campanhas ruidosas e extenuantes, preocupavam-se com os velhinhos, os doentes, os desprotegidos, enfim, cativavam e amealhavam votos. Enchiam o saco de promessas para esvaziar em prol daqueles que tanto confiavam neles. Se as promessas extravasam o possível, atingem a ambição dos povos, cativam desiludidos, se, estes prometedores agirem isoladamente ou em grupelhos, são populistas sem sentido de responsabilidade. Se integrados em estruturas organizadas, sólidas, do chamado arco do poder, recebem aplausos, são considerados políticos, futuros estadistas promissores.

Posteriormente foi mais um mentiroso eleito. Recomeçam as campanhas eleitorais, tudo volta ao princípio, quem subiu ao topo, dificilmente cai. Há sempre amigos, estruturas, jogos de interesse, para não dizer sociedades secretas que os seguram, que lhe permitem um futuro tranquilo, ornamentado com reformas chorudas, reformas em alguns casos consideradas "pornográficas".

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Se há desemprego, a culpa é do sistema, do excesso de impostos sobre os patrões, do excesso de feriados e pontes, da falta de produtividade dos incompetentes, mandriões e oportunistas dos empregados. Se fogem para o estrangeiro, vão em busca de novas oportunidades, nunca é dito que, para onde vão, os governantes são mais competentes, mais honestos, com maior sentido de responsabilidade.

Se ficam, limitam-se aos ordenados miseráveis, ao esvaziar progressivo do sistema social. Não havendo trabalho e vencimentos baixos, os descontos para os serviços sociais descem, o sistema entra em decadência, torna-se insustentável, adivinha-se o prenúncio do colapso. Solução milagrosa, solução imediata, solução dos incompetentes, para não lhes chamar malfeitores: tributar o consumo, baixar os impostos sobre os empresários, não investir, reduzir tudo o que é social.

Resta-nos entender se o Alexandre Soares dos Santos e outros homens de #Negócios ainda não descobriram estas tiradas dos nossos governantes e da subida do ranking, porque se sabem e mantêm as sedes das suas empresas nesses países abaixo de Portugal, ou são ingénuos, burros, ou mal intencionados. Porque nada disto são, então o defeito é mesmo dos políticos formados em panelas de pressão.