Tem-se assistido nos últimos tempos a uma descida acentuada nos mercados do preço do barril do petróleo, Brent e Light Crude, estando já abaixo dos 60 dólares. Tal situação reflete-se no decréscimo do valor do litro de combustível em Portugal, cuja referência é o Brent Crude - referência dos países da Europa e que diz respeito ao petróleo bruto originário do Mar do Norte (enquanto que o Light se trata do petróleo leve sem impurezas). Em janeiro desde ano, o preço do barril designado pela Organização dos Países Exportadores do Petróleo (OPEP), liderada pela Arábia Saudita, estava em 104,71 dólares. Em junho atingiu mais de 108 dólares, mas em setembro já seria pretendido pela OPEP os 98,46 dólares/barril, tendo-se verificado a 13 de novembro um mínimo de 4 anos.

O porquê da descida do petróleo

Após o pico verificado em junho, o preço do petróleo começou a cair abrutamente. De acordo com os especialistas na matéria, os preços do petróleo encontram-se a atingir mínimos históricos devido ao facto de a Arábia Saudita estar a aumentar de forma sustentável a sua produção. Acaba por se tratar de uma afronta direta ao Irão e à Rússia, cujos orçamentos anuais estão estreitamente dependentes de um preço alto do petróleo, e também da instabilidade verificada com o Estado Islâmico (Síria, Iraque e Líbia). Por outra vertente, os EUA não atingidos diretamente, com esta descida, devido aos seus recursos naturais e também ao aumento de produção. Para além disso, a descida do preço deve-se de igual forma ao abrandamento da economia da China, Japão e Alemanha.

Em Portugal

Verificam-se benefícios com a descida acentuada dos preços de combustível, sendo já 4 as semanas consecutivas da diminuição do preço. Na semana passada, o preço do litro da gasolina sem chumbo 95 situou-se em 1.529 euro/litro. Prevê-se que na próxima semana a descida seja na ordem dos 3 a 4 cêntimos por litro. Mas a partir de 2015 vai registar-se um aumento global nos combustíveis, por força do aumento da carga fiscal imposta, que incide sobre a emissão de CO2 e sobre a contribuição rodoviária de 2 cêntimos/litro. O governo prevê um aumento de receita na ordem de 346,3 milhões de euros. A indústria petrolífera estima assim que o preço final do combustível possa subir mais de 4 cêntimos/litro, podendo os aumentos variar por incorporação de combustível verde na gasolina e no gasóleo.