Com a chegada de 2015, chegam também os aumentos. Luz, água e telecomunicações são alguns dos bens essenciais que vão ser mais caros já a partir de Janeiro. Os clientes que ainda permanecem no mercado regulado de electricidade vão ter um aumento na factura superior a 3%, ainda que matérias-primas como o petróleo estejam em queda livre.

Aumentos na electricidade são justificados pela chamada "dívida tarifária"

A EDP justifica estes aumentos com a chamada dívida tarifária, uma espécie de acerto devido ao facto de, em anos como 2007 e 2008, os aumentos não terem reflectido a alegada subida dos custos de produção. O mesmo se passa com a REN.

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Teoricamente, a liquidação desses custos por parte dos consumidores foi adiada e será feita de forma faseada até 2020. Só no ano que agora se inicia, os consumidores portugueses vão ser chamados a pagar mais de 1,29 mil milhões de euros dessa "dívida tarifária".

Preços de bens e serviços no novo ano

  1. Electricidade: subida de 3,3%. Trata-se do maior aumento entre todos os bens e serviços considerados essenciais. Quem ainda não tiver aderido ao mercado livre, sujeita-se a um aumento na factura de 3,3%.
  2. Comunicações: acréscimo de 3%. Na sequência do que acontece desde há 3 anos a esta parte, os preços com comunicações aumentam mais em Portugal do que no resto da Europa. Prepare-se para pagar mais 3% na factura da TV, telefone e Internet.
  3. Pão não aumenta: de acordo com os responsáveis da indústria, não há margem para aumentos devido ao fraco poder de compra dos consumidores. Como tal, o preço do pão deverá manter-se em 2015.
  4. Água aumenta em 2015: o valor dos aumentos depende de região para região e da respectiva câmara municipal. Os habitantes de regiões do litoral podem esperar aumentos mais significativos do que os que residem no interior. Os aumentos podem ascender aos 70 cêntimos por factura.
  5. Gás é ainda uma incógnita: a revisão do preço do gás só ocorre de três em três meses, como tal, o valor das tarifas não é ainda conhecido.
  6. Transportes e portagens não aumentam: preço dos transportes públicos e das portagens mantém-se inalterável.
  7. Rendas não aumentam: o valor das rendas de casa também se mantém.