O município do Barreiro enviou para a Agência Ambiental (APA) um documento com questões relacionadas com o #Ambiente na zona abrangente e circundante à área escolhida para o possível terminal de contentores. A alternativa para o projecto, na Trafaria, anunciada faz um ano, e mal recebida pela população e autarquia de Almada, merecendo até contestações, mereceu especial atenção pelas gentes do Barreiro que viram uma oportunidade para a "criação de riqueza e postos de trabalho". O porto de mercadorias do Barreiro ficará situado nas proximidades da Quimiparque. Num investimento que ascenderá aos 600 milhões de euros, com infra-estruturas logística, industrial e tecnológica.

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"Trata-se de um projecto necessário não apenas para o Concelho mas, também, para a Região", expressou Carlos Humberto de Carvalho, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em conferência de imprensa. A preocupação camarária, no ambiente, incidiu sobre o processo no antes e pós obra, as acessibilidades, o tráfego e "inserção urbana". Em Novembro a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Marina Ferreira, em declarações à agência de notícias portuguesa (Lusa) sobre este assunto, considerou que "o Barreiro é de facto uma localização privilegiada do ponto de vista nacional". Contudo qualquer decisão sobre esta matéria estaria "sujeito a debate público" e às "avaliações mais rigorosas possíveis".

O parecer enviado para a APA, pela Câmara do Barreiro, e disponibilizado pela mesma entidade e de sua autoria para consulta, mencionou a magnitude e o impacto da "atividade portuária e logística" tanto no "Barreiro e áreas limítrofes, com destaque para o território do Arco Ribeirinho Sul.

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Contudo. Não poderá deixar de ser mencionado o impacto em toda a Região, uma vez que a localização desta atividade a Sul do Tejo (Barreiro) dará corpo a uma nova área empresarial e logística assente em relações territoriais (Barreiro-Seixal-Almada) que ganhará outro contexto de importância geográfica na AML".

É de conhecimento público que vários grupos da China, Filipinas, França e Estados Unidos, incluído empresas portuguesas, uma dinamarquesa Maersk e a chinesa Fosun, procuram acompanhar de todas as maneiras os desenvolvimentos em torno deste caso dado o seu interesse. O futuro terminal de contentores, cuja localização ainda não foi formalmente anunciada pelo Governo, poderá vir a beneficiar de fundos comunitários já que a APL está a preparar uma candidatura nesse sentido. #Negócios