Austeridade, orçamentos de estado desajustados e políticas incorretas estão a aumentar a desigualdade na distribuição dos rendimentos em Portugal. Enquanto o nosso #Governo nos tenta iludir de que está a seguir o caminho correto para a recuperação económica do país, estudos de entidades como OCDE desmentem tal facto. Estudos recentes da OCDE revelam que por exemplo o rendimento de 10% da população mais rica é neste momento dez vezes superior ao rendimento dos 10% mais pobres. Resultado prático desta discrepância? Estrangulação da economia que impede o seu crescimento.

Os resultados agora apresentados são catastróficos e refletem tudo o que de errado tem sido feito nos últimos anos.

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Políticas económicas totalmente desajustadas da realidade fizeram com que o fosso existente entre a população mais rica e mais pobre seja o maior já registado nos últimos trinta anos. Para a OCDE as políticas que se têm vindo a praticar, tanto em Portugal como em muitos outros países, estão a ser desenhadas favorecendo as classes mais ricas. Na verdade essas mesmas políticas deviam ter em conta a classe média baixa que representa cerca de 40% da população mais pobre, para evitar a desigualdade social que é cada vez maior.

Este não é um problema exclusivo de Portugal, mas sim de praticamente todos os países desenvolvidos. Uma vez que as decisões são centralizadas, é normal que as políticas aplicadas não sejam ajustadas às diferentes realidades existentes em cada país. No caso de Portugal, estamos dependentes do que é decidido em Bruxelas e que por norma não está minimamente ajustado à realidade económica e social existente no nosso país.

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Para além do empobrecimento da maioria da população, o problema central destas desigualdades prende-se com o crescimento económico dos países. Os últimos estudos da OCDE concluem que "quando a desigualdade aumenta, o crescimento cai. Uma das razões é que os elementos mais pobres da sociedade ficam menos capazes de investir na sua educação". Ou seja o ciclo está completamente invertido e só assim se manterá por interesse de quem está a governar. É de conhecimento geral que um país só consegue progredir criando bases sustentáveis para a aquisição de competências técnicas e cognitivas por parte dos seus cidadãos. Se apenas uma elite da sociedade tiver poder económico para adquirir esse tipo de competências, qual vai ser o fim desse país? Todos nós sabemos a resposta, no entanto continuam a ser dados passos largos em direção ao abismo.