Frequentemente ouvimos a palavra "empreendedor", ou até mesmo a expressão "Portugal precisa de empreendedores". Segundo Nijkamp (2009), "a competitividade regional e o empreendedorismo eficiente são duas faces da mesma moeda". A competitividade regional passa pela articulação entre vários actores sociais através ligação das ações públicas às do sector privado, partilhando o conhecimento e gerando inovação. O facto de universidades, indústria e governo estarem interligados permite uma maior flexibilização do trabalho, na medida em que "as organizações não são invariáveis, mudam o resultado da procura de novas soluções quando as soluções antigas deixam de fazer o seu trabalho", segundo Nijkamp (2009).

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As discrepâncias entre regiões serão sempre visíveis, na medida em que a inovação e o espírito empresarial não são igualmente distribuídos pelas regiões. Audretsch e Thurik (2004) "desenvolvem um referencial analítico mais detalhado para comparar os dois tipos de sistemas económicos propostos. Esse referencial é baseado em quatro categorias, a saber: forças subjacentes, ambiente externo, como as firmas funcionam e políticas governamentais. Essas quatro categorias desdobram-se em catorze dimensões que permitem contrastar a economia da gestão com a economia do empreendedorismo."

Numa óptica de acessibilidade espacial, a geografia económica delimita muitas das vezes a actividade económica - teoria da incubação urbana. Segundo Nijkamp (2009), o desenvolvimento regional é um fenómeno dinâmico, com uma mutação permanente nas actividades empresariais.

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Esta alteração pode ser provocada pela inovação, pela queda, pelo nascimento e morte de empresas."

O dinamismo empresarial não poderá de todo estar afecto à geografia económica, mas sim a uma atitude cultural, ou seja: empresários com vontade de cooperar uns com os outros, com confiança e transparência, interligados em prósperas redes, conseguem alcançar patamares de sucesso superiores. Segundo Nijkamp (2009), as modernas tecnologias de informação e comunicação (TIC) são a peça central na ascensão de ambos os locais e redes globais. As TIC não só induzem comunicações mais rápidas e mais fiáveis, mas propõem também uma mudança na interacção empresarial, prática de gestão de trabalho, aquisição e estrutura espacial do espírito empresarial. Além disso, as TIC favorecem tanto o comércio empresa a empresa como o comércio empresa consumidor". #Negócios