Hoje, como cidadão português, sinto-me envolvido numa sensação de patriotismo no dia em que se marca a Restauração da Independência. O dia 1 de Dezembro (anteriormente assinalado com um feriado) obriga o cidadão comum a cumprir as suas obrigações laborais, enquanto que, em Lisboa, se põem trancas à Avenida da Liberdade para comemorar… Um país detentor de recursos vastos, com um povo que desde sempre foi à luta para conquistar novos territórios, não condiz com a submissão que se denota no que concerne às políticas sociais e económicas e… corrupção!

O frio que lá fora se faz sentir obriga-me a reflectir muito acerca da sua relação quase que "directa" com a desenfreada governação e os princípios pelos quais abolimos o salazarismo.

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As actuais detenções levam-nos a acreditar que estamos "entregues à bicharada". Quando uns roubam milhões, abalam o sistema financeiro nacional, dilatam os olhos daqueles que trabalharam uma vida (e vêm os seus recursos económicos envoltos em escândalos) e nada é feito, questionamo-nos acerca de (in) dependência deste sistema de governação. Os (des) investimentos em ferramentas que combatem a fraude não são de todo transparentes, levando a que o nosso sentimento "tuga" vá ficando descrente e escuro.

Dotados de know-how e com capital intelectual além-fronteiras, é de lamentar que a seriedade dos que detêm sangue lusitano opte por imperar em sistemas políticos e de governação que (aparentemente) são pautados pela sobriedade. A governação e as cores partidárias obrigam a compromissos de honra e a votos de confiança cega por parte daqueles que acreditam - o povo.

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É imperativo criar sistemas que nos conduzam à excelência. É premente eliminarmos todos os vícios que esta sociedade permitiu criar e que alimenta como se de lobos sedentos de sangue se tratassem. O povo encontra-se descrente, completamente envolto pelo vírus "Troikano"…Somos livres? Continuamos a ser o povo com bravura? Somos submissos a jogos de poder e vícios de governação? A voz do povo proclama por seriedade! #Justiça