Depois de se ter recusado a liquidar uma taxa extraordinária imposta ao sector energético, a GALP prepara-se para ir a tribunal lutar contra as alterações que o #Governo português pretende impor na venda de gás natural. O governo português pretende que, com as alterações aos contratos de venda de gás natural, os consumidores tenham reduções de 3% a 5% nas suas facturas. A GALP recusa-se a efectuar qualquer ajuste aos contratos em vigor e já anunciou que vai recorrer em tribunal. As alterações à lei ainda não foram anunciadas, mas, segundo o secretário de Estado da Energia, vão ser anunciadas brevemente.

No mês de Novembro a GALP e a REN tinham-se recusado a liquidar a taxa extraordinária do sector energético por não concordarem com essa imposição devidamente registada no orçamento de estado do ano de 2013.

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Agor,a a GALP volta a dizer que não irá aceder às imposições do governo português no que diz respeito a alterações aos contratos de venda de gás natural. Em causa está o facto de a GALP efectuar a revenda de quase 50% do gás natural que compra à Nigéria e Argélia, para o estrangeiro. Essa revenda está a ser feita por valores bem superiores aos que são aplicados internamente. O estado pretende assim que seja actualizado o preço interno, ou seja, que exista um ajuste entre o preço total de compra e de venda tendo por base os valores acumulados pela revenda para países como o Japão. Esse ajuste iria beneficiar os consumidores internos, algo que a GALP não está disposta a fazer.

Para a GALP, a revenda do gás natural para fora foi a solução encontrada para a quebra no consumo que se tem vindo a registar desde 2008.

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Uma vez que os contratos de aquisição de gás natural à Nigéria e Argélia não podiam ser alterados, a GALP estava a ficar com um excedente de gás que não era vendido. Dessa forma, a empresa recusa-se a ajustar valores internos e assume que todos os ganhos extra da venda do produto para o estrangeiro são uma mais-valia sua, e que não tem de ser repartida pelos consumidores portugueses.

Pelo que tem vindo a ser apurado por alguns jornais, a GALP estabeleceu diversas parcerias com escritórios de advogados altamente conceituados em Portugal. Nesses contratos, os escritórios em questão não podem aceitar qualquer tipo de trabalho em que do outro lado esteja a GALP, sejam eles ou não os escolhidos para defender a empresa nesse caso. Desta forma, a GALP começou desde já a limitar o governo português, que tem tido alguns problemas em encontrar advogados de renome para o defender sobre este tipo de assuntos. As manobras deste gigante português são cada vez maiores e já não aceitam sequer qualquer tipo de legislação que seja imposta em Portugal. #Negócios