O relatório da primeira avaliação da troika após o programa de assistência financeira a Portugal ainda não foi divulgado, nem há ainda data prevista para a sua divulgação, revelou o Económico. Após uma primeira versão, que continha acérrimas críticas ao #Governo, tarda em ser divulgada a versão final, ao contrário do que sucedeu na Irlanda, país que também esteve sob assistência financeira internacional. Estes relatórios têm sido publicados, sem excepção, sempre que há uma visita da troika, mas a última vinda dos especialistas a Portugal foi no final de Outubro e, a uma semana do Natal, nem sinal do referido relatório. Na Irlanda, o primeiro país a sair do programa de assistência financeira, os relatórios da troika são publicados um mês após cada visita.

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Segundo o Económico, até existem actualmente dois relatórios, um oriundo das instâncias europeias - Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu - e outro emanado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Ainda de acordo com aquele jornal, o primeiro esboço do relatório da CE inclui muitas críticas ao actual Executivo, por, alegadamente, ter refreado as medidas de austeridade dos últimos três anos, possivelmente motivado pela aproximação da data das eleições legislativas, que deverão ocorrer em Outubro de 2015.

O documento incluirá, inclusive, críticas à forma como o Governo de Passos Coelho terá preparado as reuniões de avaliação com a troika. Recorde-se que, no início do mês passado, o presidente do Eurogrupo criticou a troika por ter censurado Portugal sem ter um relatório detalhado que consubstanciasse essas críticas.

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Documento deveria ter sido apresentado na passada semana

Esse terá também, segundo o Económico, sido um dos motivos que atrasou a publicação do relatório, que deveria ter sido dado a conhecer ao Eurogrupo na passada semana. Segundo informações daquele jornal, que cita uma fonte da União Europeia, não se sabe ao certo o que está a atrasar a publicação do relatório. Recorde-se que Portugal esteve sob um programa de assistência financeira do FMI e da União Europeia, desde Maio de 2011 até Maio de 2014, ao abrigo de um resgate financeiro que implicou um empréstimo de 78 mil milhões de euros.