O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, promulgou a privatização da transportadora aérea (TAP) dez dias após a decisão do Governo de vender o grupo. A decisão tomada pelo Governo a 13 de Novembro para a venda da TAP delineou uma estratégia de duas fases. A primeira etapa determinou uma acção de venda junto dos investidores de 61% do capital, mais 5% aos trabalhadores e a médio prazo a alienação total do restante património do grupo, os restantes 34%, desde que cumpridos todas os requisitos impostos. Claro que a saída total da TAP implicaria que existisse uma sintonia no caderno de encargos e nas condições contratuais entre as partes envolvidas no processo. A greve agendada de 27 até dia 30 de Dezembro foi desconvocada por 9 dos 12 sindicatos.



"Os sindicatos signatários e o Governo aceitaram as bases de um memorando visando a criação de condições subjacentes ao funcionamento do grupo de trabalho, no âmbito da eventual reprivatização do Grupo TAP", enunciou o comunicado. Numa altura em que surgiu um projeto da união europeia, em que o aeroporto de Lisboa é um dos oito pioneiros, para uso do 'processo decisório cooperativo' no sentido de melhoria, optimização, eficiência e redução de custos para os passageiros. Ninguém cedeu nas decisões tomadas até determinado ponto. O Governo manteve, e não desarmou, a sua ideia fixa para a privatização da empresa TAP, mas já a maioria dos sindicatos recuaram e suspenderam o protesto anunciado.

O banco escolhido para o processo foi o Citigroup. A primeira tentativa de privatização caiu por terra em 2012 ao não aceitarem a proposta da Gérman Efromovich. Existiu indicação até ao momento de interesse de quatro entidades. A transportadora aérea portuguesa pediu um empréstimo para fazer face aos problemas de tesouraria por causa de uma quebra de procura no Brasil e aos problemas financeiros. Estas iniciativas não foram consensuais para os sindicatos, funcionários e para os partidos políticos da oposição e até surgiu um manifesto desencadeado pelo cineasta António Pedro Vasconcelos, intitulado "Não TAP os olhos", do qual fazem parte outras figuras públicas como Manuel Alegre, Mário Soares, Miguel Sousa Tavares, Pedro Abrunhosa e Tony Carreira, entre outras personalidades. #Negócios