Mario Draghi acaba de anunciar o pacto de novas medidas para fomentar o crescimento das economias da zona euro e combater a constante queda do Euro. O Banco Central Europeu (BCE) está preparado para injectar dinheiro na zona euro através da compra de dívida pública e irá dar início a este programa já em Março. O Presidente do BCE assumiu que este tipo de dívida vai ser comprado num valor de 60 milhões de euros até 2016. No entanto, este mesmo valor pode ascender os 1,14 biliões de euros se for necessário prolongar o programa agora apresentado até Setembro do próximo ano. Não ficou por agora esclarecido se Portugal terá ou não regras próprias neste programa, por ser considerado lixo pelas principais agências de rating.

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De acordo com as indicações do Presidente do BCE, a compra de dívida será feita em proporção do peso de cada país no capital do próprio BCE. Para além da dívida pública, também as instituições europeias e os títulos privados que tenham a classificação mínima de Investment Grade, ou seja os que sejam considerados como não lixo, podem ser adquiridos pelo BCE. Este novo programa de incentivo terá o nome de Expanded Asset Purchase Program (EAPP) e não vem substituir os anteriores em vigor, mas sim complementar tudo o que já vem sido feito até agora.

Foi também indicado que países como o Chipre e a Grécia, que se encontram com programas de ajustamento específicos, vão ter regras diferenciadas para recorrer a este programa, que vão ser anunciadas brevemente. No caso de Portugal não ficou explícito se vai ou não existir algum tipo de restrição devido ao seu baixo nível de classificação.

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No entanto, o risco não será assumido unicamente pelo BCE, pois os Bancos Centrais de cada país vão também assumir parte dos valores investidos.

Mario Draghi assumiu que o programa deverá ficar em vigor até que as expectativas de inflação a médio prazo fiquem na ordem dos 2% projectados pelo BCE. Os títulos de dívida que vão ser comprados vão variar, na sua maturidade, entre os 2 e os 20 anos. O EAPP vai ter como máximo de investimento 33% da dívida de um emitente e apenas 25% por cada título.

Após terem sido anunciadas algumas das medidas que estão inerentes a este novo programa, a reacção dos mercados foi positiva, tendo a taxa de juro na zona euro caído de forma bastante acentuada. Ficam no entanto por explicar as regas diferenciadas que podem vir a existir para alguns países como o caso de Portugal.