Segundo as estimativas do Banco Mundial, de todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) só a Guiné Equatorial vai permanecer em recessão até 2017. O recente membro da CPLP vai registar um crescimento negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,1% em 2015, com ligeiras melhorias nos anos seguintes: 7,3% (2016) e 6,4% (2017). Já Moçambique sobressai pela taxa de crescimento, nos próximos três anos, sempre acima de 8%. Apesar do grande destaque ser Moçambique, que já em 2014 tinha registado um crescimento de 7,2%, mais países lusófonos têm previsões positivas. A começar por Angola que até 2017 deverá crescer cerca de 5%, seguido pela economia de Cabo Verde com 3%, e por último a Guiné-Bissau com estimativas a rondar os 2%.

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No seu todo, a África subsariana teve um crescimento muito tímido no último ano (2014): 4,5%, face aos 4,2% registados em 2013. Segundo o relatório produzido pelos economistas do Banco Mundial, entre as razões deste enfraquecimento estão: a descida da procura mundial, em consequência da crise sentida na União Europeia e nos Estados Unidos da América; os preços baixos das matérias-primas; os baixos índices de investimento e de confiança empresarial; e, sobretudo, a ausência de infra-estruturas. A adicionar a isto tudo, dois factores de peso: a descida no preço do petróleo e a epidemia do Ébola, que já vitimou milhares de pessoas.

A China é outra preocupação. O relatório do Banco Mundial chama a atenção para aquele que considera ser um dos maiores perigos para o crescimento do continente africano nos próximos anos.

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A economia chinesa começa a dar sinais de fragilidade, e isso pode vir a prejudicar seriamente os países africanos, com quem estabelece parcerias, nomeadamente no que se refere à exploração de recursos naturais. Exemplo disso é Angola, que exporta metade do seu petróleo para a China, representando já 15% do total consumido no país. Sem o apoio dos chineses, África poderá vir a sofrer sérios abalos a nível económico e financeiro.