A relação entre o BPI e o Caixabank começou há vinte anos com a entrada dos espanhóis no BPI e foi ganhando força. O Caixabank já é o maior acionista deste banco português, com 44%, e quer obter a totalidade do mesmo. Neste sentido, lançou uma OPA em que oferece quase 1,33 € por ação, mais 0,29 € que o valor de mercado anunciado antes de ter surgido a intenção de compra. Isto significa que o Caixabank está disposto a pagar mil e oitenta e dois milhões de euros para ficar com 100% do capital do BPI.

Garantir 50%, mais 6% do que tem atualmente, já será suficiente para que a OPA avance mas há outras condições impostas pelo comprador: os espanhóis exigem que seja eliminada a regra que impede os acionistas de terem direitos de voto superiores a 20%.

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Riscar essa alínea dos estatutos do BPI será o mais difícil já que implica reunir o apoio de três quartos do capital, numa próxima assembleia geral, e essa votação ainda será feita no atual tabuleiro onde os 44% do Caixabank só contam por vinte. Posto isto, será necessário o apoio de outros acionistas de peso, desde logo o segundo maior: Isabel dos Santos.

Recorde-se que Isabel dos Santos é a empresária angolana que comprou, no passado, ao Caixabank uma fatia dos 19% que agora tem no BPI. Mesmo que tudo corra como planeado para os espanhóis, a OPA ainda fica dependente da aprovação do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e da Autoridade de Supervisão dos Seguros. O governo não tem qualquer interferência no negócio, nem se alonga em comentários, visto ser aos acionistas que cabe a decisão.

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O Caixabank acredita que a operação pode estar concluída, o mais tardar, em Junho. Se a OPA tiver sucesso, o BPI poderá tornar-se no gigante da banca nacional e ultrapassar a Caixa Geral de Depósitos.

Nos últimos cinco anos, o Caixabank comprou cinco #Bancos, dos quais o Bankpyme, a Banca Cívica, o Banco de Valência, a Caixa Girona e o negócio do Barclays em Espanha. O BPI já garantiu que os resultados deste processo não terão implicações na normalidade das suas atividades. #Negócios